Monday, December 04, 2006

ARTE DO LIXO


Do Lixo ao Luxo - contribuíção Lúcia Portella - Atitude - Tupperware!

ARTE


"O olho é como uma câmera fotográfica."
Você olha e vê aquilo que você quiser.
Você pode ver lixo ou poesia, miséria ou esperança".

Apenas um monte de lixo, mas REPARE NA SOMBRA.
Exposto no Museu de Arte de Israel

EU NÃO DIRIJO, EU PILOTO

Pedrosa, veja de que comunidade no orkut era o motorista que faleceu com mais três no acidente deste final de semana, em Três Rios:
EU NÃO DIRIJO, EU PILOTO
Essa é a comunidade para aquelas pessoas que transcenderam a habilidade de dirigir e chegaram ao nível de pilotar.

Se vc já escapou de uma batida q até Deus duvidaria q vc escapasse, se os seus caronas sempre andam segurando no puta que pariu, se vc passa com seu carro num vão entre um ônibus e um caminhão q nem vc tinha certeza se dava pra passar ou não mas arriscou e conseguiu e se vc já escutou a frase "Agora fudeu!!" e nada aconteceu, essa é a sua comunidade.

Entrem, contem seus casos e divirtam-se.

Os acidentes de trânsito, esta epidemia de mortes violentas, começa no conceito equivocado de nossa indestrutibilidade.
Abs, chocado por mais estas mortes fúteis,
Alexandre Milagres.
Fumar pra quê, meninas e meninos?
http://www.cigarro.med.br

CAT - Centro de Apoio ao Tabagista
Tratamento de fumantes e orientação de adolescentes
Projetos para empresas e escolas
Rua Djalma Ulrich 163 s/ 602 Copacabana, Rio de Janeiro
centrodeapoioaotabagista@gmail.com

O Tempo

A RESPEITO DA ENQUETE SOBRE O TEMPO, ONDE É PERGUNTADO SE ELE ESTÁ OU NÃO PASSANDO MAIS RÁPIDO, VENHO DAR A MINHA SINGELA OPINIÃO.

O HOMEM DETERMINOU O TEMPO TAL COMO É HOJE PARA PODER ORGANIZAR SUA VIDA E CONTROLAR AS VARIÁVEIS QUE O CIRCUNDAM DE MODO MAIS EFICIENTE. PORÉM, ACREDITO QUE A PASSAGEM DO TEMPO É DEFINIDA ATRAVÉS DA ÓTICA QUE CADA INDIVÍDUO TEM DELE.

PARA EXPLICAR ISSO, RECORRO A DOIS EXEMPLOS SIMPLES:

OBSERVEMOS UM TRABALHADOR DE UMA LINHA DE PRODUÇÃO, ONDE SUA ATIVIDADE SE RESUME EM MONTAR UMA DETERMINADA PEÇA DE UM DETERMINADO PRODUTO REPETIDAS VEZES. SEU DIA É LONGO, O TEMPO PARA O INTERVALO E PARA O FINAL DO DIA NÃO PASSA. PARECE (NA SUA VISÃO) TER FICADO UMA ETERNIDADE MONTANDO A MESMA PEÇA, E PARA ELE, CADA MINUTO É LONGO. PORÉM, AO FINAL DE UM ANO, ELE TERÁ A IMPRESSÃO DE QUE O TEMPO VOOU, QUE OS MESES ESCAPARAM PELAS SUAS MÃOS, PORQUE AO TENTAR SE LEMBRAR DE TUDO O QUE FEZ, A MESMA ATIVIDADE REALIZADA NA MAIORIA DO TEMPO QUE PASSOU TERÁ TOMADO E MISTURADO SEUS DIAS EM SUA MENTE, FAZENDO-O PERDER A NOÇÃO DO QUE VIVEU E QUANDO VIVEU. ASSIM SENDO, O TEMPO É LENTO A CURTO PRAZO (O DIA) E RÁPIDO A LONGO PRAZO (O ANO) PARA ESSE TRABALHADOR.

AGORA MUDEMOS O EXEMPLO E ENFOQUEMOS UM EMPRESÁRIO, OCUPADO COM UMA ORGANIZAÇÃO TODA EM SEU CONTROLE. ELE REALIZA PELO MENOS TRÊS DÚZIAS DE ATIVIDADES DIFERENTES E PRECISA ENCONTRAR SOLUÇÕES VARIADAS E MUITAS VEZES INÉDITAS PARA SITUAÇÕES IGUALMENTE VARIADAS E INÉDITAS. O TEMPO CORRE EM UMA VELOCIDADE ABSURDA PARA ESSE HOMEM, QUE MUITAS VEZES DEIXA DE ALMOÇAR E CHEGA TARDE EM CASA PORQUE NUNCA CONSEGUE TERMINAR SEUS AFAZERES SOB A LUZ DO SOL. OLHA PARA O RELÓGIO TENTANDO FREÁ-LO, TENTANDO CONVENCER OS PONTEIROS A ANDAR MAIS DEVAGAR PARA TER ALGUM TEMPO A MAIS DE CONCLUIR TUDO O QUE ESTAVA PROGRAMADO PARA AQUELE DIA. EM GRANDE PARTE DAS VEZES, O TRABALHO SE EXTENDE PARA O FINAL DE SEMANA E O TOMA TAMBÉM. ESSE INDIVÍDUO TEM UM DIA CURTÍSSIMO EM SEU MODO DE VER, NO ENTANTO TERÁ TIDO UM ANO LONGO QUANDO FIZER UM RETROSPECTO DE TUDO O QUE PASSOU NOS SEUS 12 MESES. VERÁ CENTENAS OU MILHARES DE SOLUÇÕES E ATITUDES QUE COMPUSERAM TODO O SEU TRABALHO E TERÁ VISTO TANTOS DEGRAUS E PASSOS ULTRAPASSADOS QUE SE IMPRESSIONARÁ CONSIGO PRÓPRIO. PARA ESSE HOMEM, O TEMPO É CURTO A CURTO PRAZO (DIA) E RÁPIDO A LONGO PRAZO (ANO).

DESSA FORMA, QUANDO PERGUNTAMOS SE O TEMPO PASSA RÁPIDO, A CONCORDÂNCIA É GERAL MAS NÃO PASSA RÁPIDO DA MESMA MANEIRA PARA TODAS AS PESSOAS.O HOMEM INVENTOU O TEMPO EM SUA MENTE PARA PODER ENTENDER E TENTAR CONTROLAR TUDO O QUE LHE CERCA, PARA TENTAR ENCONTRAR ORDEM NO ESPAÇO EM QUE VIVE. MAS FORA O FATO DE QUE O RELÓGIO CORRE DA MESMA MANEIRA TODOS, CADA UM VÊ O TEMPO DE UMA FORMA DIFERENTE, BASEADO NO CONJUNTO DE EXPERIÊNCIAS QUE POSSUI NA VIDA.

OUTRO ENFOQUE, É QUE A IMPRESSÃO GERAL DE QUE O TEMPO PASSA CADA VEZ MAIS RÁPIDO, É UMA CONCLUSÃO TIRADA POR PESSOAS QUE PRECISAM ACOMPANHAR O NÍVEL DE ROTATIVIDADE GLOBAL. ESSA QUANTIDADE DE HOMENS E MULHERES CRESCE A CADA DIA E ESSE MODO DE PENSAR ADQUIRE FORMA POPULAR. SÃO INDIVÍDUOS QUE TOMAM CADA VEZ MAIS DECISÕES, MOVIDOS PELA CONSCIÊNCIA DE QUE PODEM CONTROLAR E GERENCIAR SUAS VIDAS E SAEM DA FAIXA ACOSTUMADA APENAS A MONTAR A MESMA PEÇA E OBEDECER.

CONCLUÍMOS, PORTANTO, QUE QUANTO MAIS O HOMEM TOMA AS RÉDEAS DE SUA VIDA, QUANTO MAIS ADQUIRE AUTONOMIA NOS SEUS ATOS E QUANTO MAIS ASSUME A RESPONSABILIDADE POR SÍ E PELOS OUTROS, MAIS RÁPIDO O RELÓGIO CORRERÁ. A ÚNICA COISA EM COMUM PARA O MONTADOR DE PEÇAS OU PARA O EMPRESÁRIO, É QUE O TEMPO SEMPRE SERÁ SEU INIMIGO. OU POR DEMORAR A PASSAR, OU POR PASSAR RÁPIDO DEMAIS. O HOMEM DIVIDIU, CATALOGOU, DETALHOU E MENSUROU O TEMPO, COM A INTENÇÃO DE CONTROLÁ-LO, COMO FEZ COM TODAS AS OUTRAS COISAS. DIANTE DA FRUSTRAÇÃO DE NÃO PODER FAZÊ-LO, VÊ DIANTE DE SI SEU MAIOR TEMOR: UM MONSTRO COM SEUS DOIS BRACOS APONTANDO AS HORAS E OS MINUTOS QUE ELE AINDA TEM.

VENCER O TEMPO É UMA DAS MAIORES (SE NÃO A MAIOR) AMBIÇÃO HUMANA.

ACREDITO QUE O HOMEM AINDA DESENVOLVERÁ DIVERSAS FORMAS DE COMBATÊ-LO.

SOU SONHADOR SUFICIENTE PARA PENSAR QUE UM DIA, PODEREMOS VENCÊ-LO.

MAS SÓ DAQUI A MUUITO TEMPO!

ALEXANDRE PAULO CAPRIO

LICENCIADO EM PSICOLOGIA

FORMADO EM ADMNISTRAÇÃO COM ÊNFASE EM RECURSOS HUMANOS

Wednesday, November 01, 2006

Entrevista sobre tabagismo com o Dr. Alexandre Milagres



Entrevista sobre tabagismo com o Dr. Alexandre Milagres
Em
tempos que o hábito de fumar vem sendo combatido em muitos países, por meio de legislações cada vez mais restritivas, o site jovem entrevistou um especialista na área para responder algumas questões sobre este assunto. Alexandre Milagres é médico, especialista em Pneumologia e Endoscopia Respiratória pela Universidade de Medicina de Estrasburgo, na França. Dr. Milagres é um combatente na luta contra o fumo no Brasil e no Mundo. Coordena o Centro de Apoio ao Tabagista ( CAT ) - Centro de Tratamento de Fumantes, orienta adolescentes, realiza consultoria para escolas e empresas, além de escrever para revistas e jornais.

1- Quais os principais danos que o hábito de fumar acarreta ao organismo?

O Tabagismo é a maior causa de doenças evitáveis que existe. A industrialização do fumo, com o surgimento dos cigarros, no início do século XX, levou a um aumento extraordinário nas taxas de mortalidade, não respeitando fronteiras, idades, gêneros ou raças.

O pior de todos os danos causados pelo tabaco no organismo humano é o desenvolvimento da dependência cerebral em nicotina. Se não houvesse tal ligação cérebro-nicotina, nem estaríamos falando neste problema hoje em dia. Isto seria coisa do passado. Devido à dificuldade do ser humano em viver sem a droga, uma vez que a tenha experimentado, apenas 3% dos fumantes conseguem abandoná-la sem ajuda, tornando o contingente de fumantes num galpão em que entram mais pessoas do que saem.

Desde o primeiro tabaco consumido (fumado, aspirado ou mascado), já existem alterações na função de diversos sítios de nosso organismo. Por exemplo, a inflamação de garganta, seios da face, traquéia e brônquios inicia-se apenas pelo fato da fumaça do cigarro vir em uma temperatura elevada, para a qual a natureza humana não foi destinada.

As funções orgânicas também sofrem modificações devido às milhares de substâncias tóxicas envolvidas no processo. São substâncias que causam inflamações, alergias, irritações, etc. Daí, com o passar do tempo, devido à capacidade destas substâncias difundirem-se por todos os órgãos e tecidos por onde passe sangue, nota-se perda da capacidade em qualquer parte do corpo. Seja na capacidade respiratória, seja na função dos vasos sanguíneos. Reduz-se o poder de defendermo-nos de bactérias, assim como a fertilidade de homens e de mulheres.


2- Quais são as doenças associadas ao uso do cigarro?

O Tabagismo é considerado pela Organização Mundial da Saúde (OMS) o maior fator de doenças e mortes evitáveis. São 5 milhões de mortes por ano hoje e, se nada fizermos, serão 10 milhões a cada ano, a partir de 2.020. E, por que isto é real? Primeiramente, pelo número de usuários da droga (nicotina) no mundo, 1.600.000.000 de pessoas. Apenas a cafeína é consumida em maior proporção.

Em segundo lugar, por tratar-se de uma doença que é gatilho para dezenas de outras.
O Tabagismo é, por exemplo, fator de risco para diversas alterações vasculares (infarto agudo do miocárdio, acidente vascular cerebral, aneurismas. arterites obliterantes e impotência sexual). Vale reforçar que o Infarto do coração e o derrame cerebral são as duas principais causas de morte da humanidade. Muitos acreditam ser a diabetes a maior causa de amputação de membros que existe, entretanto, desconhecem que fumar lesa ainda mais os vasos e leva a um número maior ainda de perdas de partes do corpo. Há cirurgiões plásticos que não operam fumantes antes de 8 semanas longe do fumo, como prevenção para problemas na cicatrização dos cortes devidos à má oxigenação dos tecidos.

Por outro lado, como na fumaça do tabaco existem de 60 a 100 substâncias que isoladamente são capazes de ativar os mecanismos responsáveis pelo aparecimento de alterações nas células e, como estas substâncias, como já dissemos, circulam por todo o corpo, um número infindável de cânceres está relacionado ao uso de tabaco. Isto é tão importante que atribui-se ao Tabagismo a existência de 30% dos cânceres no mundo de hoje. Imagine que conquista para a nossa espécie, em termos de tempo e de melhoria global na qualidade da vida, se abandonássemos esta prática. Estes cânceres desenvolvem-se em órgãos em que a fumaça agride diretamente o tecido (mucosa da boca, traquéia, brônquios, esôfago e estômago_ 90% dos casos de câncer de pulmão são atribuídos ao fumo ativo e 5% ao fumo passivo), assim como em órgãos onde as substâncias agressoras lá chegam via sangue, tais como, bexiga, colo de útero, pâncreas, glande, mama, etc.

Há ainda outras doenças que ocorrem pela alteração das funções de defesa provocadas pela fumaça e suas substâncias: pneumonia, tuberculose, crises de asma e rinite, sinusite, gastrite e úlcera de estômago, cálculos de vesícula biliar, má cicatrização de feridas, infecção ginecológica pelo vírus papiloma humano (HPV), etc.
As alterações são tão difusas que o fumo pode ser responsabilizado por catarata e cegueira, pela demência senil, pelo aumento do colesterol ruim, pelo surgimento do diabetes tipo 2, por abortos espontâneos e gravidez na trompa e por fraturas ósseas por osteoporose.

Portanto, não foi à toa que a OMS colocou o Tabagismo no topo do ranking de suas atenções.

3- Quais as conseqüências dos efeitos do cigarro para os fumantes passivos?

As consequências são as mesmas que para os fumantes ativos, os mesmos tipos de doenças que surgem nos fumantes podem aparecer nos fumantes passivos. Inclusive, com um agravante: para que um indivíduo desenvolva uma doença em particular ele tem que ter uma tendência genética, daí um fumante passivo com tendência ao câncer de pulmão vai desenvolvê-lo e o fumante pp. dito, se não tiver a tendência, não o fará. A poluição tabágica é tão violenta que mesmo a aspiração de uma porção "pequena" destas substâncias pode ser o suficiente para apertar o gatilho.

Uma pesquisa, para exemplificar o que dissemos, muito interessante, foi feita nos EUA, em Nova York. Chegaram a conclusão de que, entre todas as categorias profissionais expostas ao fumo alheio, foi a categoria dos garçons, garçonetes, barmen e mâitres, a que mais apresentou índices de doença arterial coronária e consequentemente infartos do coração. Tal estudo fortaleceu a decisão de proibir o fumo em ambientes fechados de uso coletivo na cidade de Nova York.

Existem três tipos de fumaça quando o indivíduo acende e traga um cigarro. Tem a fumaça que ele aspira para os seus pulmões. Tem a segunda, a que ele devolve para o ambiente quando expira a fumaça. E tem a terceira, aquela que vem da queima da ponta do cigarro. Pois bem, esta última, é a pior de todas, contendo 5 vezes mais nicotina e substâncias cancerígenas que as outras duas. A segunda (a expirada) e a terceira (a da ponta) ficam horas num ambiente fechado. Um trabalhador exposto a tal polução pode perfeitamente morrer por doença tabaco-relacionada sem nunca ter tragado um cigarro ou fumado um charuto.

Muitos me perguntam: "mas e a fumaça dos carros?". Me lembro sempre de uma pesquisa brasileira muito antiga, onde mediram-se os poluentes de uma região de São Paulo chamada Cubatão. Na época, era a área mais poluída do Brasil. Era poluição industrial da braba. Ao mesmo tempo, fizeram a mesma experiência dosando os poluentes num quarto de 9 metros quadrados, onde fora deixado 1, apenas 1, cigarro queimando. Conclusão do estudo: no quarto, com 1 cigarro queimando, havia vinte vezes mais substâncias tóxicas do que mostrou a dosagem na área de Cubatão em horário de pique de produção.

O mote da campanha do Dia Mundial Sem Fumo de 2001, foi justamente FUMO PASSIVO MATA. VAMOS LIMPAR O AR

4- No caso de filhos com pais fumantes, o início do tabagismo seria conseqüência do exemplo apresentado por estes ou devido a necessidade orgânica gerada pela inalação passiva de nicotina, durante anos?

O tabagismo é considerado uma doença pediátrica, pois é justamente na infância e na adolescência que 90% dos fumantes aderiu à nicotina. Aliás, eu preferiria dizer que a maioria foi 'induzida' a aderir à nicotina.
A iniciação ao tabagismo e a sua manutenção é motivo de milhares de estudos científicos, seja na área da medicina, da química, da psicologia, da sociologia, da comunicação, etc. Não há apenas 1 fator que possa responder pelo fato de alguém começar a fumar e não mais querer parar de consumir a droga nicotina, abastecendo-se para tanto de centenas de milhares de maços de cigarros durante a vida. Um indivíduo, por exemplo, que fume 40 cigarros por dia há 40 anos, consumiu 1 milhão e duzentos mil cigarros ao longo de sua existência.

Classicamente, diz-se que existem alguns fatores que são os que mais contribuem para adesão e manutenção na dependência:

· Nicotina - uma droga tão eficaz para manter adeptos quanto a heroína.

· Influência de terceiros -pelo fato de haver um número incrivelmente grande de usuários da droga nicotina, uma criança e um adolescente estão permanentemente expostos à visão de algo que ele desconhece e que aparentemente dá prazer a quem o consome. Quanto mais influência a pessoa que fuma tiver sobre o jovem, maior será a pressão para que experimente. Aí há um outro problema: como são muitos os fumantes, há muitas pessoas exercendo esta pressão inconscientemente. Podem ser mães, pais, tios, avós, padrinhos e madrinhas, professores, irmãos mais velhos, amigos de vida, colegas de escola, ídolos musicais, artistas de TV e cinema, enfim, uma legião de 'influenciadores'. Em nossas pesquisas em escolas, 50% dos pais dos alunos são fumantes. Número semelhante foi emitido num relatório recente da OMS.

· Preço baixo - o cigarro é uma das drogas que podem ser adquiridas pelo menor preço possível.

· Propaganda - o estímulo ao consumo é muito importante e além do que, a exposição do fumo nos meios de comunicação de massa prejudica a tentativa de abandono da prática. Para confirmar esta importância, basta saber que a indústria gasta mais com o marketing do produto do que com os insumos para a sua fabricação.

· Acessibilidade fácil - a existência de inúmeros pontos de venda facilita a aquisição e dificulta a fiscalização quanto à venda (proibida na maioria das sociedades) para menores.

· Ausência de risco de violência na hora da compra _ ao contrário de outras drogas, inexiste, na compra de tabaco, o risco de choques com a polícia, tiroteios, etc.

·
Conivência de governos - muitos governos, por motivações as mais diversas, são extremamente tímidos em tomar medidas que possam alterar efetivamente o curso da epidemia. Uma das principais alegações dos que se opõem à ação mais contundente sobre o tabaco, seja a sua cultura na lavoura, seja a sua industrialização ou a sua venda, é o conceito de que o fumo gera empregos para o país e divisas para a nação. Sabe-se, na verdade, que para cada real que entra para os governos via comércio do tabaco, perde-se de 1,50 a 5,00, em gastos com a saúde, aposentadorias e mortes precoces e faltas ao trabalho.

· Fumo passivo do feto - quando a mãe fuma ativa ou passivamente (ou ambos), as substâncias tóxicas (entre elas a temida nicotina) vão para o organismo do feto pelo cordão umbilical, via vasos sanguíneos. Num indivíduo normal, bastam 100 cigarros para que possa estabelecer-se a dependência nicotínica. Se a mãe consome, por exemplo, 10 cigarros por dia, este feto, no décimo dia já poderá ter intoxicado-se e desenvolvido a sua própria necessidade de nicotina. Necessidade esta que vai sendo plenamente satisfeita até o dia de seu nascimento, quando, abruptamente, cortam-lhe o abastecimento da droga. Muito choro de criança durante os primeiros meses de vida é, não fome ou necessidade de atenção, e sim falta de nicotina e a consequente instalação da síndrome de abstinência, com o seu rosário de sintomas: irritação, inquietude, ansiedade, insônia e, sobretudo, uma baita vontade de fumar. Esta criança, que se adaptará em não receber a droga, ao ser induzida a ela, por exemplo, aos 12 anos, aos experimentá-la, terá muito mais chances de tornar-se um usuário habitual do que adolescentes que foram expostos ao tabaco via cordão umbilical.

5- Quais são os perigos do hábito de fumar durante a gravidez ?

O Tabagismo é particularmente ingrato com as mulheres. Não que os homens sejam poupados, ao contrário. Apesar de haver contestação à lenda de que a mulher é o sexo frágil, no que tange ao fumo, os estudos parecem comprovar que esta afirmação corresponderia à verdade.

Sob diversos aspectos as mulheres são mais suscetíveis à fumaça do que os homens. E, infelizmente, as meninas estão iniciando-se no tabagismo, nos dias de hoje, em maior número do que os meninos.

À título de informação, as mulheres fumantes recuperam-se pior dos infartos do coração do que os homens; nestes mesmos infartos, o número de mortes súbitas entre as mulheres também é maior. Além disto, permanecem mais tempo em recuperação, nas Unidades Coronarianas, do que os pacientes do sexo oposto.

Algo especialmente grave é o fato de que, comparativamente, as mulheres têm mais dificuldades para abandonar a nicotina do que o homem. Seja pelo fato de que têm mais propensão à depressão psíquica, seja pelo temor (injustificável) de que poderá ganhar peso excessivamente durante o processo e que nunca mais irá perdê-lo.

Todo o processo feminino de adoecer pelo Tabagismo é difuso. A lista de problemas é extensa:
Infertilidade
Gravidez na trompa
Aborto espontâneo
Parto prematuro
Nascimento de feto de baixo-peso
Morte súbita do bebê
Maior número de mães que não amamentam
Menor quantidade de leite materno
Desmame precoce
Menopausa precoce

6- O hábito de fumar pode ser uma das grandes causas da impotência masculina ?

Parte da potência sexual masculina é mecânica, uma outra parte é psíquica. Há ainda questões hormonais, uso de drogas que reduzam este fenômeno, etc.

Do ponto de vista puramente mecânico, para o orgão sexual masculino ficar ereto e rígido e que esta rigidez e ereção sejam duradouras, é fundamental que os vasos sanguíneos que fazem parte do processo se encham de sangue. As diversas alterações que estes vasos sanguíneos sofrem em todo o corpo, pelo ato de fumar, também obviamente estão presentes no pênis.

Existem substâncias que abrem os vasos e propiciam que eles tenham melhor circulação de sangue (óxido nítrico); assim como existem aquelas que exercem função oposta, estreitam os vasos e prejudicam a circulação (endotelina 1). Bom, para vermos como o cigarro é maléfico, ele reduz a primeira e aumenta a segunda...

7- O cigarro causa poluição ao meio ambiente?

Acho que esta já foi.


8- Como é possível se livrar do vício que é o cigarro ?

Esta é uma parte importante do movimento mundial pelo banimento do fumo. As pessoas precisam de ajuda para abandonar a nicotina. Precisam de muita ajuda.

A dependência é chamada de drogadicção. Este termo 'adicto' vem de longe, do tempo em que trabalhadores eram comprados de comerciantes de escravos. Quando um destes escravos adquiria uma mercadoria no armazém do senhor feudal, ele não a pagava (por não ter dinheiro) e ficava devendo ao dono da fazenda. Dizia-se que ele ficava adicto ao senhor feudal. A dependência em nicotina, é na verdade, uma forma de escravidão, em que não fica-se ligado ao senhor feudal de antes, mas adictos a outros senhores de hoje.
É frequente escutarmos discursos inflamados sobre a liberdade de fumar, como se isto fosse possível. A escravidão não permite este estado de espírito. Se há uma coisa que a nicotina não permite é que nós a comandemos. Ela, em parceria com o nosso cérebro, é quem dita em que ritmo, com que frequência e em que quantidade vamos consumí-la.

Portanto, voltando a ajuda para o abandono do fumo que as pessoas precisam, diria que a informação sobre o Tabagismo é fundamental. É preciso levantar a lebre para o fumante ficar curioso sobre o assunto. E, olhe que há muita informação a ser passada. A história do tabaco, as doenças, os riscos para o meio ambiente, as artimanhas dos produtores de fumo para venderem mais, os movimentos existentes hoje que buscam barrar esta epidemia, as estratégias para vencer a vontade de fumar, etc.

Depois é preciso motivar o fumante a buscar algo melhor para si do que fumar. Esta motivação é importantíssima. Sem ela, toda a informação passada pode não encontrar eco em sua vida e em suas ações.

Aliado a isto, a união de esforços de pessoas com motivação semelhante pode ser um fator primordial para o sucesso. As reuniões de fumantes têm o poder de aumentar a força pessoal de um indivíduo que sinceramente deseja abandonar o tabaco, em troca de uma qualidade de vida melhor.

Paralelamente a isto, as universidades médicas e a indústria farmacêutica tem desenvolvido estudos e produtos que visam amenizar os efeitos da falta de nicotina no organismo. Os tratamentos mais comumente utilizados nos dias atuais são: a reposição de nicotina e/ou o uso de antidepressivos. Ambos os métodos visam amenizar os sintomas da síndrome de abstinência em nicotina, que é o principal fator de insucesso nas tentativas de parar de fumar.

Hoje, podemos dizer que já temos bastante conhecimento e recursos para auxiliar aquele que deseja parar. E o que é ainda melhor, saber que esta oferta de recursos, no Brasil, começa a ser disponibilizada para as equipes treinadas do Sistema Único de Saúde (SUS). Graças aos movimentos organizados, conseguimos reunir informação suficiente para conscientizar as autoridades de que ajudar alguém a parar de fumar tem custo-benefício para lá de positivo.

9- Nos últimos anos os governos têm adotado leis mais severas com relação ao tabagismo. A Escócia, por exemplo, proibiu o fumo em locais públicos. Você acha que o governo brasileiro deveria tomar medidas mais enérgicas para combater o fumo?

Bem, há duas questões aí. A primeira é se os governos federal, estaduais e municipais, o poder legislativo e o poder judiciário brasileiros estão fazendo tudo o que é possível para enfrentar o problema. A esta pergunta eu diria que não. Há ainda muito a ser feito.

Agora, se a outra questão for saber se muito já foi feito, a esta eu digo que a resposta é sim. O movimento contra o fumo brasileiro é um dos mais avançados do mundo. Cito como exemplo o fato de que não há publicidade de cigarros no país em qualquer tipo de mídia (exceto nos pontos de venda), seja televisão, jornal, revista ou rádio.

Outra medida interessante foi a colocação obrigatória de fotos com situações relacionadas às doenças provocadas pelo fumo em todo e qualquer maço de cigarros produzido no país.

Além disto, temos uma lei federal desde 1996, a lei 9294/96, que agora vem sendo implementada, que proíbe o fumo em locais públicos fechados de uso coletivo. Se somarmos a isto a formações de equipes de tratamento de fumantes e a oferta de medicamentos na rede do SUS, podemos nos orgulhar do que já foi obtido, mesmo que ainda não estejamos na situação ideal.

10- De que maneira a mídia pode contribuir para combater o Tabagismo, principalmente entre os jovens?

A imprensa tem sido uma grande difusora das informações sobre as ações do movimento contra o fumo. Boa parte do que chega aos ouvidos da população vem pelo espaço aberto na mídia. É importante mantermos bem informados os jornalistas, para que estas informações possam ser mais freqüentes e em maior quantidade.

Antes da lei que tirou das empresas jornalísticas o direito de vender espaço para publicidade de tabaco em geral, vivíamos uma situação ambígua, em que escrevia-se algo desabonador sobre o fumo na página 10 e anunciava-se o produto nas páginas 13, 19 e 28.

Esta foi uma contribuição positivíssima da legislação restritiva à publicidade do fumo: a empresa pode publicar uma matéria que fale mal do cigarro, sem o constrangimento de estar desagradando a um patrocinador. De uma certa maneira, isto está acontecendo agora no país com a publicidade das cervejas, que nunca entrou tão fortemente na casa das pessoas.

Um problema que tem que ser combatido é o pouco acesso à informação. Os jovens que lêem jornais e revistas habitualmente são, desgraçadamente, em número bem baixo.

Uma questão que fica em aberto é: será que a mídia tradicional está alcançando esta criança que está virando adolescente e que está prestes a fazer a opção de ser ou não fumante? No Brasil, a faixa média de adesão à nicotina está em 13 anos de idade.

Portanto, numa sociedade em que 50% dos pais são fumantes e o acesso à informação não é universal, há que pensar-se no papel da escola, tanto da pública quanto da particular.

É fundamental que chegue à garotada a noção de que começar a fumar não é rebeldia alguma. Participar deste passeio nesta canoa furada é simplesmente fazer o que muitos esperam que seja feito: entrar no circuito dos fumantes, ocupando o espaço dos que pararam de contribuir com o esquema porque morreram ou adoeceram.

O endereço do site da Prefeitura da Cidade do Rio de Janeiro em que esta entrevista esteve disponibilizada de abril a junho de 2006: http://www.rio.rj.gov.br/jovem

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Entrevista concedida ao jornalista Luciano Lima.




Entrevista concedida ao jornalista Luciano Lima.

Pior do que um inimigo declarado é um falso amigo. Aquele que con- corda com tudo o que você fala, anota todos os seus pontos fracos, até que chega um dia em que ele te apunhala pelas costas. A mesma lógica pode ser aplicada ao consumo de drogas lícitas, como o álcool e o tabaco. Por estarem dentro da legalidade, gerarem impostos e muitos empregos, os seus males passam despercebidos. Até o surgimento de uma doença crônica. No caso do tabaco, o cigarro é responsável por 90% dos casos de Câncer de Pulmão e em 15% dos fumantes causa Enfisema Pulmonar. Em entrevista ao jornal POVO do Rio, o médico pneumologista Alexandre Milagres, fala, além dos já conhecidos males do tabaco, do perfil psicológico do fumante e das políticas públicas de combate a este mal. Chefe do serviço de Pneumologia do Hospital Municipal Raphael de Paula Souza, em Curicica, onde coordena o programa de antitabagismo e de controle da tuberculose, ele é assistente estrangeiro da Universidade de Estrasburgo, na França, e responsável pelo site www.cigarro.med.br, de conteúdo bastante abrangente e direcionado a todas as idades.

Cresce número de viciados em cigarro

POVO do Rio: A indústria tem aumentado as substâncias nocivas que o cigarro produz ao longo dos anos?

Alexandre Milagres: São seis mil substâncias no processo. A que vicia é a nicotina. Você pode potencializar a ação da nicotina colocando amônia ou criando geneticamente uma semente de tabaco que tenha um teor de nicotina maior. Isso aconteceu no início da década de 90, no Rio Grande do Sul, onde sementes proibidas nos Estados Unidos foram plantadas. A chamada “YI”. Na época, o ministro da Saúde era o Adib Jatene. Estou estudando o caso de um processo judicial americano contra a indústria do cigarro. A maior causa jurídica americana foi essa contra a indústria do tabaco, que durou de setembro de 2004 até o ano passado. Uma das testemunhas ouvidas era um cara que foi contratado para manipular a molécula de nicotina e modificá-la com o objetivo de não fazer os vasos sangüíneos fecharem, ou seja, continuam gerando a dependência sem causar morte. Eles não querem salvar a vida de ninguém e sim manter as pessoas viciadas por mais tempo.

POVO do Rio: Qual o perfil do fumante que está chegando hoje?

Alexandre Milagres: O perfil não mudou nos últimos anos. Em 2000, a Organização Mundial da Saúde (OMS) começou a fazer um estudo sobre mortes violentas no mundo. Em 2003 publicou um relatório sobre essa pesquisa. Primeira causa de morte: acidente de trânsito – mais de 1.230 milhão de pessoas. Segunda causa de morte: suicídio. Se você somar guerra e assassinato, o suicídio dá um pouquinho menos. Vivemos numa sociedade em que as pessoas se matam objetivamente. A tendência para este século é a de haver uma epidemia de depressão, que as pessoas temem como a epidemia da obesidade. E, excetuando-se os analfabetos e analfabetos funcionais, você tem uma população que, apesar de receber a informação de que o cigarro é ruim, continua a fumar.

POVO do Rio: Isto em todas as classes sociais?

Alexandre Milagres: Na classe baixa, continua-se fumando muito. Porém, nas classes dos mais informados, você tem as mulheres entrando de cabeça. Elas estão preferindo correr o risco de largar daqui a 20 ou 30 anos e terem alguma doença ou não do que engordarem. Então, é o mito de que o cigarro emagrece, até porque o cigarro é o contrário do anabolizante, é catabólico, diminui o vaso sangüíneo e diminui a circulação de nutrientes em todos os tecidos.

POVO do Rio: Quais os tipos de pacientes que o senhor trata por causa do cigarro?

Alexandre Milagres: Existem dois tipos: dos pacientes com doenças variadas e doentes especificamente que querem tratar do tabagismo. Boa parte das doenças do pulmão tem a ver com o cigarro. Mas as principais são o câncer de pulmão e a Doença Pulmonar Obstrutiva Crônica (DPOC), que há cinco anos chamávamos de enfisema, que é para o resto da vida. Pouca gente conhece a DPOC, mesmo um médico não especialista, na hora de explicar, se enrola. É uma doença muito temida, irreversível. E as pessoas não sabem o impacto em termos de saúde pública. É a quarta causa de morte no mundo. O enfisema rompe os alvéolos pulmonares, que é onde o oxigênio entra no organismo e depois é passado para o sangue. Quando se rompem estes alvéolos, a pessoa inspira, mas esse oxigênio não é passado para o organismo. A pessoa morre por falta de ar. 15% dos fumantes têm DPOC. O segundo tipo que eu trato é o câncer de pulmão, principal a matar as pessoas no mundo. E 90% é fruto do cigarro.

POVO DO Rio: Tem como diferir, no aspecto psicológico, uma pessoa que vai começar a fumar, para um fumante de longa data?

Alexandre Milagres: Cada fumante é um fumante. O cigarro tem várias ações a nível cerebral. Pode ser anti-depressivo, ansiolítico – diminuir a ansiedade -, pode ser um ‘remédio’ para você ficar mais concentrado.

foto de Pedro Pantoja

POVO do rio: Tem ex-fumantes que dizem que eram mais rápidos no raciocínio.

Alexandre Milagres: Exatamente. Os grandes detetives da literatura (Sherlock Holmes, Inspetor Maigret, entre outros) fumavam cachimbo porque o cachimbo, como o charuto, contém 70 vezes mais nicotina do que o cigarro. Um charuto equivale a 70 cigarros. Tem pessoa que diz que fuma pouco, pois só fuma um charuto por dia. Fuma três maços e meio de cigarros e não sabe. O que faz com que sua concentração aumente também. Quando a pessoa pára de fumar, pode ficar depressiva. Se o cigarro era um remédio, pode ficar mais ansiosa. Se utilizava para diminuir a ansiedade e com relação a essa coisa da concentração, elas parecem mais aéreas. Uma professora minha voltou a fumar porque ela corrigia prova de alunos do ensino fundamental e não conseguia fazer as contas. É a dependência química. A nicotina, quando entra no cérebro, faz com que libere alguns neurotransmissores, como dopamina, serotonina e outros. Cada um deles tem uma função. Um aumenta a concentração, outro diminui o apetite, outro aumenta o foco das coisas, dá a sensação de alegria, bem-estar – dopamina - , a serotonina dá coragem para enfrentar os problemas. Quando se pára de fumar, você diminui todos esses neurotransmissores. Você pode ficar com medo, inseguro, triste, pode comer demais. Tudo porque esses neurotransmissores pararam de ser fabricados.

POVO do RIO: Quais os principais motivos das pessoas começarem a fumar?

Alexandre Milagres: Os dois principais motivos das pessoas começarem a fumar são a curiosidade e imitação. A curiosidade é porque o cara faz alguma coisa que desperta a atenção. E imitação em geral é porque você precisa que as pessoas que fumem tenham alguma ascendência sobre você. Se for uma pessoa que ele odeia, essa pessoa não vai querer fumar. Mas se é pai, mãe um irmão mais velho, um amigo ou namorado, eles já exercem um poder que faz com que você queira imitá-lo.

POVO DO RIO: O que falta para um combate mais efetivo ao fumo?

Alexandre Milagres: Falta isto ser incorporado como uma decisão de governo. Os dois países mais potentes em relação ao combate ao fumo hoje são os Estados Unidos e a Inglaterra. Clinton e Tony Blair assumiram a luta pessoalmente. Lembro de um discurso do Clinton de mais de uma hora onde tinha no mesmo recinto o Partido Republicano e o Democrata. Foi a única vez que os dois o aplaudiram ao mesmo tempo. Isso é uma coisa que todos os políticos deveriam fazer aqui. Já participei de uma semana em que estava assistindo ao ministro da Saúde, lá no Instituto Nacional do Câncer (Inca), falar sobre o tabagismo. Dois dias depois, o ministro da Indústria e do Comércio, que era o Dornelles na época, estava entregando o prêmio Mauá para o cara da indústria do cigarro.

POVO do Rio: O senhor poderia comentar sobre os métodos para parar de fumar?

Alexandre Milagres: A OMS fez uma campanha com todos os ministros da Saúde do mundo, que levou uns quatro anos dando material para que eles, por sua vez, convencessem os ministros que lidam com o dinheiro que vale a pena investir. Então, em alguns países isso foi eficaz e em outros, nem tanto. No Brasil, já conseguimos que o governo esteja pagando parte do tratamento. A cidade do Rio de Janeiro já tem 33 locais onde o doente de tabagismo pode ser tratado com adesivo de nicotina, chiclete e está para chegar um antidepressivo. Mas o principal é tomar consciência de que fumar é uma roubada e se motivar. A atitude.

Povo DO RIO: Parece que as campanhas preventivas são como as do uso de preservativo, só se vê na mídia antes do carnaval.

Alexandre Milagres: É. As campanhas são sazonais. No dia 31 de maio, dia Mundial, e dia 29 de agosto, que é o Dia Nacional de Combate ao Fumo, é quando se vê algum movimento. E campanha não é só fazer cartaz. É todo um processo. Estamos falando de abandono do tabaco. Mas há muito tempo já se sabe que, para você controlar o tabagismo, você tem que parar a entrada de gente, e não é fácil. Nos EUA, entram hoje 3 mil adolescentes por dia, com toda campanha que eles já fazem formalmente desde 1967. E como é o perfil do adolescente? Invulnerável, que não tem medo de nada. Quanto mais perigo, mais ele quer fazer. E ele se acha poderoso e pensa: “quando eu quiser, eu paro”. E é a porta de entrada para outras drogas.

POVO do RIO: Por ser legalizado, o cigarro ainda não é visto totalmente como droga. Para alguns é uma espécie de amigo.

Alexandre Milagres: Muitas pessoas voltam a fumar por causa da solidão que sentem. Quando param de fumar, bate um sentimento de solidão. E vivemos num planeta onde a segunda causa de morte é o suicídio, imagine o astral que estamos vivendo. Não temos idéia de o quanto as pessoas são sós pelos mais diversos motivos. Muitas pessoas fumam por um quadro depressivo. Fumam inconscientemente por aquela história, “ah, mata, então vou fumar”. Então, não se deve falar muito que mata porque se pega uma gama de pessoas que são adeptas daquela frase: ”mata devagar, mas eu não estou com pressa”. Tem um outro grupo de pessoas que é ao contrário. São egos inflados, hipertrofia de egos,em que o sujeito diz assim: “ eu sou poderoso, comigo não vai fazer mal”. Tem pessoas que negam a possibilidade do mal do cigarro e não é um grupo pequeno. Então temos que trabalhar informando as pessoas dos males e tentando acordá-las que pode sim, dar um problema porque não acreditam. O adolescente acha que , com ele , nada vai acontecer. Por isso, é que, em termos de mortes violentas no trânsito, das pessoas pegarem AIDS, da gravidez precoce, é por pensarem: “comigo não vai acontecer”. É um pensamento mágico. Além do cigarro brasileiro ser o sexto mais barato do mundo. Se formos levar em conta o que é contrabandeado, é o mais barato do mundo.

POVO DO RIO: Bem depois da constituição é que a propaganda de cigarros passou a ser proibida. Por quê?

Alexandre Milagres: Tive a sorte de ser médico da Comissão Arinos em 1987, que foi formada antes da Constituição de 1988, com vários sábios notórios, em Friburgo. Eles tinham a tarefa de formular um anteprojeto de Constituição para ser entregue no ano seguinte ao pessoal da Assembléia Nacional Constituinte. Primeiro, foi apresentada a proposta da proibição de anúncio de cigarro, de bebidas alcoólicas e remédios. O resultado da votação, ainda na Comissão, foi unânime em favor da proibição em qualquer tipo de mídia. Foi uma vitória para o movimento. No ano seguinte, já na Constituinte, nós soubemos que alguns deputados foram cooptados pelas indústrias e propuseram emendas que tinham o seguinte teor: “é válido que não tenha anúncio para nenhuma dessas três coisas. Porém isso não é matéria de Constituição e sim de lei complementar”. A lei do cigarro levou 13 anos. Só em 2000 que se proibiu a propaganda de cigarro. Em compensação, a propaganda de remédio e bebida está galopando e, com esse absurdo que é o Zico pedindo para 33 milhões de flamenguistas ajudarem o Flamengo comprando cerveja.

Fumar pra quê, meninas e meninos?
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Tratamento de fumantes e orientação de adolescentes
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NÚMEROS QUE SECAM NOSSAS ÁGUAS

Para se produzir:

1 quilo de grão, são necessários 1.500 litros de água (isto mesmo, mil e quinhentos litros).

1 quilo de café, são necessários 7.000 litros de água.

1 quilo de carne, são necessários 15.000 litros de água.

Isto faz do Brasil o maior exportador mundial de água virtual.





Fonte: LEONARDO BOFF

Matéria sobre Tabagismo

Prezados, segue matéria do Fantástico desta noite (24/set), para a apreciação de vocês:
http://gmc.globo.com/GMC/1,,2465-p-M545690,00.html
Favor divulgar, se o link abrir sem problemas.
Sds. Alexandre Milagres.

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O mundo esquenta e as dúvidas esfriam

13/09/2006 - 11h09
Clima: O mundo esquenta e as dúvidas esfriam

Por Stephen Leahy

Toronto, 13/06/2006 – Existem poucas dúvidas de que a principal causa da mudança climática é a queima de combustíveis fosseis e que o fenômeno aumenta o poder e a freqüência de florações e ciclones, conforme alerta feito por 19 norte-americanos especialistas. A temperatura da superfície do mar aumentou por causa do aquecimento do planeta, provocando um radical aumento na força dos furacões nos últimos anos, segundo mais de uma dezena de estudos feitos desde que o furacão Katrina atingiu os Estados Unidos em agosto de 2005.

"Já não existe dúvida de que a intensidade dos furacões aumentou", disse Kerry Emanuel, especialista em clima do Instituto de Tecnologia de Massachussetts, um importante centro de pesquisas dos Estados Unidos. "Assusta-me constatar que o poder de furacões e ciclones aumentou entre 50% e 100% desde os anos 70", afirmou Emanuel, um dos 19 especialistas que divulgaram o informe sobre o assunto nesta segunda-feira nos Anais da Academia Nacional de Ciências (PNAS) dos Estados Unidos. A temperatura da superfície do mar nas regiões em volta do equador, onde têm origem furacões e ciclones, aumentaram 0,5 grau desde 1970. Essa elevação aparentemente pequena é o principal fator no aumento da intensidade das tempestades.

Também foi constatado que os furacões atualmente são mais sensíveis ao aumento da temperatura da superfície do mar do que se pensava, disse Emanuel à IPS. "Isso nos preocupa a todos", acrescentou. A ligação entre o aquecimento do planeta e a potência dos furacões nos últimos 10 a 15 anos é objeto de grandes debates científicos, às vezes em termos duros. O governo dos Estados Unidos se apóia em informes de uma minoria dos cientistas para negar-se a assinar o Protocolo de Kyoto da Convenção Internacional sobre Mudança Climática, tratado que obriga as nações industrializadas a reduzir suas emissões de gases que causam o efeito estufa.

O estudo, publicado nos Anais, documenta um vínculo claro entre a elevação da temperatura e a dos furacões nas bacias dos oceanos Atlântico e Pacífico, onde estes se originam, e entre os dois fenômenos climáticos e a ação humana. O documento e outras pesquisas científicas recentes constatam a relação entre as alterações no clima induzidas pela ação humana e a temperatura da superfície marinha, acrescentou outro dos seus autores, Roberto Corell, da Sociedade Meteorológica dos Estados Unidos. "A quantidade de tempestades fortes, de categoria quatro e cinco, praticamente duplicaram nos últimos 35 anos", disse Corell à IPS.

A força dos furacões é medida pela escala Saffir-Simpson, de um a cinco, que depende da velocidade dos ventos. A maioria dos furacões e ciclones nunca toca a terra. "A temperatura da superfície marinha nas regiões oceânicas onde nascem furacões e ciclones registra aumentos substanciais", disse Corell. Estas altas afetaram vastas zonas do Atlântico, por isso aumentou a quantidade de furacões, bem como sua intensidade, disse o especialista em clima Greg Holland, diretor do Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos Estados Unidos.

Embora as variações naturais sejam um fator que incide na quantidade e intensidade destes fenômenos climáticos, as emissões de gases causadores do efeito estufa pela queima de combustível fóssil e a pelo desmatamento são a causa destas mudanças, segundo o estudo. Holland calcula que 70% das variações em furacões e ciclones são atribuíveis à mudança climática de origem humana. Os autores do informe usaram 22 modelos computadorizados, carregados com dados fornecidos por satélites e bóias sobre a temperatura da superfície marinha. Assim, determinaram que as emissões de gases que provocam o efeito estufa são a única explicação para o aumento registrado.

Os modelos computadorizados foram criados por vários centros de pesquisa sobre o clima de todo o mundo, mas, todos destacaram uma "excepcional correlação de que a mudança climática induzida por seres humanos era o único fator para obter os resultados da temperatura marinha" registrados, disse tom Wigley, cientista do Centro Nacional para a Pesquisa Atmosférica. Os especialistas expressam muita confiança nos modelos aplicados. "Há menos de 1% de possibilidades de a mudança na temperatura da superfície marinha ser resultado de fatores não humanos", ressaltou. Os modelos indicam que a temperatura oceânica continuará aumentando. "O aumento atual é pequeno em comparação com o que veremos no futuro", alertou.

Embora o aumento de 0,5 graus desde 1970 tenha ocasionado um aumento entre 50% e 100% na intensidade das tempestades, a dinâmica dos furacões é muito complexa para extrapolar as previsões de temperatura marinha ao futuro comportamento desses fenômenos, afirmou Emanuel. Quanto aos furacões, os Estados Unidos já têm um problema, afirmou. "A ameaça que representam deveria ser considerada mais seriamente", disse. A agência federal para o manejo de catástrofes e de assistência às vítimas (Fema) e as companhias de seguro deveriam estar preparadas, concluiu Emanuel. (IPS/Envolverde)

(Envolverde/ IPS)




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"Sendo simples eu não complico: quero o tranquilo sem estar parado e o insatisfeito sem ser aflito." (Claudio Nucci)

Clique e amplie - IMPORTANTÍSSIMO


Pode começar dentro de casa a preservação ambiental, sabia?

Programa de Pós-graduação em Educação Ambiental da FURG

Caros(as) colegas,
Por favor, divulguem que o Programa de Pós-graduação em Educação Ambiental da FURG lançou a chamada pública para o processo de seleção ao Curso de Doutorado. As inscrições estarão abertas de 20 a 30 de novembro. Maiores informações consulte o site: www.educacaoambiental.furg.br
Abraços, Susana Molon
__._,_.___

Att,

Ana Barandas
quimicosefarmaceuticos@yahoo.com.br / grupodecatalise@yahoo.com.br / tqfsite@yahoo.com.br
QF - Criadora e moderadora do grupo Quimicos e Farmaceuticos http://br.groups.yahoo.com/group/quimicosefarmaceuticos
GruCat - Criadora e moderadora do Grupo de Catalise http://br.groups.yahoo.com/group/grucat
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Gostaríamos de apresentar o TQF Site, http://www.tqfsite.eng.br.

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Contamos com a sua participação em todos os níveis.

Convite... Encontro com a Marina Silva (Ministra do Meio Ambiente)

repassando.......
Gostaria de convidar todos vocês, colegas, alunos e amigos para o encontro especial com a Ministra de Meio Ambiente.
Espero que todos consigam aproveitar.


Curso de Doutorado em Meio-Ambiente e Desenvolvimento/ UFPR promove:

Conferência com a Ministra de Meio-Ambiente Marina Silva

Tema: "A Política Ambiental Brasileira"

Data: 8 de novembro de 2006 Horário: 15:30

Local: Salão Azul do Setor de Ciências da Saúde (Campus Jardim Botânico).



Abraços

Angélica Morales
__._,_.___

Att,

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Clipping da Semana 22 à 26/10/2006 - Resumo de noticias ambientais

A SEMANA:

Resumo de noticias ambientais

(*) Por Marilena Lino de A. Lavorato

Uma semana com destaque para a divulgação do estudo do Fundo Mundial para a Natureza - WWF apontando numeros da insustentabilidade do modelo de consumo da humanidade, e citando Cuba como o único país do mundo com desenvolvimento sustentável. Por meio de uma metodologia própria o instituto criou a pegada ecológica para quantificar o consumo dos recursos naturais versus a capacidade de renovação do planeta. Daí, elaborou em seu relatório, um gráfico no qual sobrepõe duas variáveis: o índice de desenvolvimento humano (estabelecido pela ONU) e a "pegada ecológica", que indica a energia e recursos, por pessoa, consumidos em cada país. Surpreendentemente, apenas Cuba tem, nos dois casos, níveis suficientes que permitem que o país seja considerado que "cumpre os critérios mínimos" para a sustentabilidade. Conclusão surpreendente que nos sugere analise e reflexão. Boa Leitura.

CLIPPING DA SEMANA – 22 à 26/10/2006

22/10/2006 – BRASIL SOFRERÁ MAIS COM CLIMA, DIZ ESTUDO


O Brasil, o Mediterrâneo e o oeste dos Estados Unidos estão entre as regiões que mais vão sofrer as conseqüências do aquecimento global, indica uma nova projeção que prevê secas prolongadas, chuvas intensas e ondas de calor mais longas nas próximas décadas. O estudo, feito pelo Centro Nacional para Pesquisa Atmosférica dos EUA, prevê também fenômenos contrastantes, como quedas drásticas de temperatura e uma maior temporada de crescimento vegetal. O documento divulgado é uma prévia de um relatório plurianual sobre mudança climática que sai no ano que vem. O estudo traz o resultado das previsões de modelos climáticos que foram processados por nove dos computadores mais potentes do mundo, e mostra as conseqüências mais acentuadas, dentro de uma gama de possibilidades."Serão tempos difíceis, sobretudo para algumas regiões específicas", diz Claudia Tebaldi, autora principal do documento ao lado de Gerald Meehl, especialista em modelagem climática. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15407.shtml

23/10/2006 – ESGOTO MANCHA RIO AMARELO DE VERMELHO

Uma parte do Rio Amarelo, na China, está vermelho por causa da poluição causada por canos de esgoto em Lanzhou, na província de Gansu. Uma seção de um quilômetro de extensão do rio ficou "vermelha e com cheiro ruim" depois que os canos liberaram uma grande quantidade de líquido vermelho no último domingo.

Especialistas ligados a proteção ambiental recolheram amostras dos líquidos e estão tentando determinar se o produto é tóxico. Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1206710-EI299,00.html

23/10/2006 – GOVERNOS EUROPEUS APROVAM NORMAS CONTRA POLUIÇÃO DO AR

Governos da União Européia (UE) decidiram apoiar novas regras para combater a poluição do ar, impondo limites obrigatórios aos níveis de emissão partículas de poeira nocivas, responsáveis, segundo autoridades, por 350.000 mortes ao ano. A norma exige que os 25 países da União reduzam a quantidade dessas partículas - emitidas por fontes que vão de motores diesel a aquecedores domésticos - em 20%, entre 2010 e 1019. "Este é um sinal claro, aos cidadãos europeus, de nosso compromisso com o combate à poluição", disse o ministro finlandês do Meio Ambiente, Jan-Erik Enestam, que presidiu as negociações. O comissário de Meio Ambiente da UE, Stavros Dimas, disse que a norma será uma ferramenta importante para reduzir o número de mortes causadas por doenças respiratórias, câncer e coração. Segundo ele, a poluição encurta a vida dos europeus em uma média de oito meses. Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/out/23/211.htm

24/10/2006 – FUNDO AMBIENTALISTA ALERTA PARA TERRÍVEL IMPACTO DO EXCESSO DE CONSUMO MUNDIAL


A menos que haja uma mudança imediata no estilo de vida da humanidade, a população mundial usará duas vezes mais recursos do que o planeta é capaz de produzir dentro de 50 anos, alertou o grupo ambientalista Fundo Mundial para a Natureza (WWF, na sigla em inglês) em um relatório publicado que tem como metodologia a pegada ecológica de cada país.. "Corremos um sério risco ecológico ao consumir recursos mais rapidamente do que a Terra é capaz de substituí-los", disse o diretor-geral da WWF, James Leape. "As conseqüências são previsíveis e terríveis", acrescentou. A pegada do WWF para um país inclui terras cultiváveis, florestas e áreas de pesca necessárias para produzir comida, fibras e a madeira que consome. Também avalia a capacidade de uma nação em absorver a quantidade de dejetos que produz enquanto gera energia, bem como o espaço necessário para sua infra-estrutura. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15423.shtml

24/10/2006 – METAIS PESADOS NA BILLINGS ULTRAPASSAM NIVEL MÁXIMO, DIZ BIÓLOGA


A concentração de metais pesados no fundo de uma parte da Represa Billings está até 102 vezes acima do nível máximo recomendado. A conclusão é da bióloga Carolina Fiorillo Mariani, que em seu mestrado, realizado no Instituto de Biociências da USP, avaliou a presença de seis metais pesados (cobre, cádmio, zinco, chumbo, níquel e cromo) nos sedimentos do Reservatório do Rio Grande, que faz parte do Complexo Billings. "A quantidade desse metal supera em muitas vezes a indicada pelo Conselho Canadense do Ministério do Meio Ambiente (CCME), órgão de proteção ambiental aceito pela comunidade acadêmica que estabelece limite de teor desses metais e de outros componentes tóxicos no sedimento", afirma Carolina. Em sua pesquisa, a bióloga coletou amostras de 29 locais do Rio Grande para conhecer a disposição espacial desses metais, amostragem considerada grande se comparada com o que se costuma fazer. Fonte: http://www1.folha.uol.com.br/folha/ciencia/ult306u15418.shtml

24/10/2006 – SÓ CUBA TEM DESENVOLVIMENTO SUSTENTÁVEL, SEGUNDO WWF

Cuba é o único país do mundo com desenvolvimento sustentável, segundo o relatório bienal apresentado pela organização WWF em Pequim, e que afirma que o ecossistema "está se degradando a um ritmo sem precedentes na história". De acordo com o relatório, elaborado pela WWF a cada dois anos e que foi apresentado pela primeira vez na capital chinesa, se as coisas continuarem como estão, por volta de 2050 a humanidade precisaria consumir os recursos naturais e a energia equivalente a dois planetas Terra. É um círculo vicioso: os países pobres produzem um dano per capita à natureza muito menor, mas, à medida que vão se desenvolvendo (exemplos de China e Índia), o prejuízo para o ambiente vai aumentando a níveis insustentáveis pelo planeta. A WWF elaborou, em seu relatório, um gráfico no qual sobrepõe duas variáveis: o índice de desenvolvimento humano (estabelecido pela ONU) e a "pegada ecológica", que indica a energia e recursos, por pessoa, consumidos em cada país. Surpreendentemente, apenas Cuba tem, nos dois casos, níveis suficientes que permitem que o país seja considerado que "cumpre os critérios mínimos" para a sustentabilidade. Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/out/24/170.htm

25/10/2006 – MUDANÇA CLIMÁTICA PODE DESABRIGAR 100 MILHÕES DE PESSOAS

O mundo enfrenta uma crise sem precedentes devido à mudança climática, cujos efeitos devastadores podem causar 100 milhões de deslocados na Ásia, disse, em Madri, o ex-presidente da Costa Rica, José María Figueres. "Nunca antes enfrentamos uma crise como a que temos" agora, disse Figueres, em uma conferência no 2º Fórum Internacional de Comunicação, que desta vez se concentrou nos riscos e oportunidades de se comunicar na sociedade global. Em sua apresentação, Figueres disse que 53% da tundra ártica desaparecerá, haverá tempestades devastadoras - especialmente na Ásia - e uma "crise em massa de extinção" de espécies. Manifestou também que, diante dessa situação, "há uma janela de oportunidades" para mudar a tendência nos próximos anos. Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/out/25/274.htm

26/10/2006 – GRÃ BRETANHA PAGA CIDADES QUE RECEBEREM LIXO NUCLEAR

O governo britânico oferecerá dinheiro aos municípios dispostos a receber em bunkers no subsolo os resíduos nucleares dos reatores do país. Os abrigos, que funcionarão como lixeiras nucleares, estarão situadas a até um quilômetro de profundidade. Nenhum município será obrigado a aceitar a oferta, informou o jornal "The Times". O plano, anunciado no Parlamento pelo ministro do Meio Ambiente, David Miliband, custará 15 bilhões de euros, ao longo de várias décadas. A construção dos depósitos pode levar 40 anos. O número total não foi revelado, já que dependerá de quantos municípios aceitarão a oferta. Se for construído apenas um abrigo central, ele deverá ter uma capacidade de 16,5 milhões de metros cúbicos. As autoridades terão de garantir que a estrutura rochosa impeça qualquer vazamento. O principal ministro da Escócia, o trabalhista Jack McConnell, declarou no Parlamento de Edimburgo, segundo "The Times", que uma das vantagens de continuar fazendo parte do Reino Unido é precisamente poder enviar os seus resíduos nucleares para a Inglaterra. Fonte: http://www.estadao.com.br/ciencia/noticias/2006/out/26/33.htm

26/10/2006 – AMÉRICA LATINA PERDE ESPAÇO NO MERCADO DE CRÉDITOS DE CARBONO

A América Latina não está aproveitando seu potencial na venda de direitos de emissões poluentes, perdendo terreno para a China e a Índia, segundo um relatório do Banco Mundial apresentado em Pequim. Nos primeiros nove meses deste ano, a China ocupou a maior fatia deste mercado, com 60%, seguida pela Índia, que subiu de 3% no ano passado para 15%. Em terceiro lugar vem a América Latina, com 9%, liderada como sempre pelo Brasil (4%). O percentual da região ficou bem abaixo dos 19% do ano passado. "Não se pode falar de uma queda porque o volume de vendas foi mais ou menos o mesmo. Mas a China e a Índia registraram um enorme crescimento", disse à Efe Karan Capoor, um dos autores do relatório, apresentado durante a Expo Carbono Ásia 2006. A falta de unificação do mercado latino-americano, os trâmites complicados e a exclusão de alguns países, como a Venezuela, são apontados como as causas principais da estagnação da região. Segundo o relatório do Banco Mundial, as iniciativas "limpas" estão crescendo e, neste ano, foram 26% do volume total de projetos em países em desenvolvimento, mais que o dobro do ano passado. Os de HFC, porém, ainda são 51%. Fonte: http://noticias.terra.com.br/ciencia/interna/0,,OI1212761-EI238,00.html

Bom final de semana.

Conheça, participe, e divulgue:

  • 27,28 e 29/11III Fórum de Responsabilidade Social em SSMASão Paulo/SP - Participação Gratuita – www.inpame.org.br

(*) Marilena Lino de Almeida Lavorato: Especialista em Gestão Ambiental (IETEC), Gestão Estratégica de Negócios (FGV), Gestão Empresarial Estratégica com ênfase em Responsabilidade Social (USP-Educon), Marketing (ESPM), e Sociologia e Política com ênfase em Globalização (EPGSP/SP). Disciplinas especiais: IDA - Indicadores de Desempenho Ambiental e PPA – Políticas Públicas Ambientais (USP). Tem publicado artigos técnico-científicos em portais e revistas especializadas. Diretora Executiva MAISPROJETOS (Gestão Sócioambiental), Coordenadora GMGA - Grupo Multidisciplinar de Gestão Ambiental, Organizadora do Prêmio Benchmarking Ambiental Brasileiro, Coordenadora do Núcleo de Estudos “Adoção das Boas Práticas Ambientais nas Empresas e Instituições” do Setor de Estudos Marketing e Relações Institucionais do Projeto BECE/JMA e colunista JMA - Jornal do Meio Ambiente.

(*) O Clipping “A SEMANA é uma iniciativa da “Mais Projetos Gestão e Capacitação Socioambiental”, sendo permitido a livre circulação desde que citado o autor e a fonte - http://www.maisprojetos.com.br/conteudos/clipping.htm

Att,

Ana Barandas
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Governo recusa estudo sobre energia nuclear em Portugal

Notícias nesta mensagem:

- Portugal reduz para 15% participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa
- Governo recusa estudo sobre energia nuclear em Portugal
- Electricidade cara é factor travão da competitividade
- Nuclear vai avançando na UE

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Portugal reduz para 15% participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa
Diário Económico
http://www.de.iol.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/703000.html

Portugal vai reduzir para 15% de 82% a sua participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, anunciou Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.

O Governo celebrou em Novembro do ano passado um pré-acordo com o executivo moçambicano para transferir para Moçambique o controlo de Cahora Bassa por 950 milhões de dólares, reduzindo substancialmente a sua posição no empreendimento.

O contrato definitivo entre Portugal e Moçambique será assinado no dia 31 de Outubro, durante uma visita que o primeiro ministro José Sócrates efectuará áquele país africano.

Teixeira dos Santos revelou, no briefing do Conselho de Ministros, que esta receita não terá consequências ao nível do défice uma vez que é considerada uma privatização, tendo efeitos ao nível da redução da dívida, embora com maior impacto em 2007.

"Portugal receberá 950 milhões de dólares desta transacção e ficará detentor de 15% do capital do empreendimento Cahora Bassa", disse Teixeira dos Santos.

"Os 950 milhões de dólares, que são contabilizados como receitas de privatização, permitirão reduzir a dívida de Portugal em idêntico montante", acrescentou.

Portugal comprometeu-se com Moçambique a alienar cinco por cento da sua posição de 15% a uma entidade a indicar, posteriormente, pelo governo moçambicano.

"O Estado português quer continuar a ter uma posição neste empreendimento no contexto de outros projectos deste mesmo sector e noutros com o Estado moçambicano", concluiu Teixeira dos Santos.

O empreendimento hidroeléctrico inclui uma barragem no rio Zambezi, fornecedor de electricidade para aquela zona da África Austral.

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Governo recusa estudo sobre energia nuclear em Portugal
Diário Económico
Por: Rita Tavares e Susana Represas
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/702805.html

Ambiente e economia defendem que o debate deve decorrer sem o seu patrocínio. Executivo diz que a questão não é prioridade.

A Associação Industrial Portuguesa (AIP) desafiou ontem o Executivo a proceder a um "estudo" sobre a produção de energia nuclear em Portugal. Mas no Governo nada está a ser feito neste sentido, garantiram ao DE os ministérios da Economia e do Ambiente. O gabinete de Manuel Pinho diz mesmo que neste momento, "qualquer impulso é extemporâneo".
A produção de electricidade através da energia nuclear em território nacional está entre as recomendações do Relatório da Competitividade de 2006, ontem divulgado pela AIP. Assim, a associação quer "um amplo debate nacional" que prepare caminho para uma eventual decisão. Uma tarefa que o Executivo diz não ser da sua competência. Fonte do Governo diz mesmo ao DE que "não é ao Executivo que compete promover o debate. O Governo admite sim participar".

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Electricidade cara é factor travão da competitividade
Diário Económico
Por: Catarina Beato
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/702802.html

As tarifas para os industriais aumentaram 14% no último ano.

O crescente preço da electricidade para os consumidores industriais é um dos principais obstáculos à competitividade portuguesa. Esta é uma das 16 conclusões do relatório anual da competitividade, da Associação Industrial Portuguesa (AIP).
No caso da electricidade para os industriais, Portugal era, segundo dados de Janeiro, o quinto país da União Europeia (UE) com preços mais elevados. "Face a 2005, o nível de preço em Portugal registou um aumento nominal de 14%, semelhante ao registado na Alemanha, mas superior aos aumentos verificados nos seus outros principais parceiros económicos", explicou o presidente da AIP, Jorge Rocha de Matos.

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Nuclear vai avançando na UE
Diário Económico
Por: Luís Rego, em Bruxelas
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/702800.html

Bruxelas pediu em Abril o lançamento de um debate "sem tabus, bem informado e objectivo" sobre o nuclear, que existe em 13 estados da UE.

A crescente pressão energética está a ressuscitar o velho fantasma do nuclear na agenda europeia. A necessidade de acelerar a reconversão energética para cumprir os objectivos do milénio, a desconfiança face à fiabilidade da Rússia - que abastece 25% das necessidades da UE - no quadro de uma dependência crescente do gás russo e no aumento dos preços de petróleo, têm contribuído para mudar a opinião de antigos fundamentalistas anti-nuclear.

Criadouro é multado em R$ 157 mil em Minas Gerais

27/10/2006
Criadouro é multado em R$ 157 mil em Minas Gerais


O Núcleo de Fauna da Superintendência do Ibama em Minas Gerais aprendeu 315 aves em criadouro comercial localizado no bairro Eldorado, no município de Contagem, região metropolitana de Belo Horizonte. A equipe realizava vistoria de rotina, em conjunto com a Polícia Ambiental, quando encontrou diversas irregularidades no local.

A operação resultou na autuação do responsável pelo criadouro e na apreensão das aves que, aparentemente, apresentaram características de maus tratos. Dois médicos veterinários foram ao local para avaliar o estado de saúde das aves, que em sua maioria eram pássaros canoros. Entre as aves apreendidas estavam o Pixoxó (Sporophila frontalis) e Pintasilgo Baiano (Carduelis yarrellii), espécies ameaçadas de extinção. Também foi encontrado no estabelecimento provas que demonstravam a adulteração de anilhas e venda ilegal de animais.

O criadouro tinha certificado do Ibama, mas terá seu registro cassado, em função das irregularidades. A operação foi realizada na manhã dessa quinta-feira e contou com a participação de oito técnicos do Ibama/MG, como biólogos e veterinários.
(Fonte: Ester Júnia - Ibama/MG)

http://www.ambientebrasil.com.br/noticias/index.php3?action=ler&id=27537

Souza Cruz + Jabor + PUC

É por isto que combater a indústria do tabaco é tão excitante: os caras são muito bons. Dão de 1000 na capacidade governamental paquidérmica de criar novas estratégias de luta.
E o Jabor, bem... Dizem que de perto ninguém é normal...

Sds. Alexandre Milagres.


Eric escreveu:

Data: Thu, 26 Oct 2006 00:30:49 -0200
De:

Para: "le milagres" <xandemilagres@yahoo.com.br>
Assunto: Re: En: Sousa Cruz + PUC + Jabor

Opa!
Alexandre, a palestra do Jabor vai ser agora, dia 30, lá no Ginásio da PUC. No site www.dialogosuniversitarios.com.br você encontra mais informações.
um abraço
Rodrigo e Eric
OBS: Dizem as más línguas que o Jabor tá embolsando UMA GRANA.... E adivinha de quem??

SOUZA CRUZ a benfeitora!
Em 22/10/06, le milagres <xandemilagres@yahoo.com.br> escreveu:
Se vocês puderem me dar alguma informação about...
Sds. A.M.
Cristina S Figueiredo <> escreveu:
De: "Cristina >
Para: "Alexandre Milagres" < xandemilagres@yahoo.com.br>
Assunto: sousa cruz + PUC + jabor
Data: Sun, 22 Oct 2006 18:59:24 -0300

Olha só o que achei no site da PUC-Rio
Diálogos com Jabor
Desenvolvido pela Sousa Cruz em parceria com a Empresa Júnior PUC, o projeto Diálogos Universitários promove palestra com o cineasta e colunista Arnaldo Jabor, no dia 30 de outubro, às 18h. O local é o ginásio da Universidade e o comparecimento é restrito a maiores de 18 anos.
bj

Brasil gasta pouco contra tuberculose, diz OMS

Prezado Joseney, quando v. puder, me atualize sobre esta questão, para que eu possa trabalhá-la junto à minha rede de contatos (que não é pequena).
Um grande abraço do amigo de sempre, Alexandre Milagres.

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ESTADÃO ONLINE
26 de outubro de 2006 -
Brasil gasta pouco contra tuberculose, diz OMS

tratamento

Genebra - Só um terço dos brasileiros com tuberculose é tratado como se deve e o Ministério da Saúde destina apenas 0,3% de seu Orçamento para o controle da doença. O porcentual é inferior aos registrados na China, Índia, África do Sul, Uganda, Indonésia ou Rússia.

Em 2005, US$ 46 milhões foram direcionados a essa finalidade pelo governo brasileiro.

A informação do baixo investimento foi publicada ontem pela Organização Mundial da Saúde (OMS). Dados de 2003 apontam que só 34% dos pacientes no Brasil estão sendo tratados de acordo com o manual de recomendações da entidade, conhecido como DOTS, que prega o monitoramento diário dos pacientes.

Na África do Sul, 99,5% dos pacientes seguem as prescrições sugeridas pela OMS e o governo gasta 7% do orçamento da Saúde para controlar a doença. Na China, são 91% dos pacientes. Na Índia, 67%.

Os dados são contestados pelo coordenador do Programa Nacional de Controle de Tuberculose do Ministério da Saúde, Joseney Santos. "Não sei que fonte foi usada. Recebemos até elogios num relatório recente da OMS", afirmou. Ele garante que mais de 60% dos pacientes diagnosticados recebem o tratamento recomendado pela OMS.

A taxa de cura da doença, ainda segundo o coordenador, passou de 72% dos pacientes para 81%.

Ele argumenta, ainda, que a taxa de abandono do tratamento sofreu uma redução nos últimos anos: passou de 12% para 7%. "Claro que temos o que melhorar. Mas o tratamento é gratuito, e em cidades onde o problema é mais grave, o DOTS, que inclui a presença de um agente no momento da ingestão do remédio, é de 70%." O Brasil foi duramente criticado pela OMS em 2003. Na época, a entidade avaliou que o País não conseguia oferecer tratamento adequado a grande parte da população, apesar de o coquetel de remédios custar US$ 10 por paciente.

O País ocupa a 15ª posição entre os 22 países com o maior número de novos casos por ano: 110 mil. Em termos absolutos, é bem menos que os 1,7 milhão na Índia ou os 1,3 milhão na China. Mas é superior ao total de novos pacientes que surgem por ano em Uganda e no Afeganistão, por exemplo.

Para Mark Perking, chefe de pesquisa da Fundação para Diagnósticos Inovadores, entidade ligada à Fundação Bill Gates, o Brasil 'não apresenta dados animadores'. Com 8,8 milhões de novos casos no mundo por ano e 2 milhões de mortes, a OMS estima que a comunidade internacional gasta US$ 1 bilhão por ano com diagnóstico da doença.

Jamil Cha
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Carlos Basilia
Fórum ONGsTB-RJ
Parceria Brasileira contra Tuberculose
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Plantação de Tabaco x Malária

Repasso matéria enviada por Alberto Araújo da UFRJ:
Abs. A.M.
P.S. Lembrando que, no mundo, só o tabagismo mata mais do que a Malária.
home page
Sexta-Feira, 27 de Outubro de 2006
Negócios

Dona da Souza Cruz envolvida em controvérsia no combate à malária
09/10/2006

A British American Tobacco (BAT) lidera campanha para impedir a Uganda de participar do combate à malária na África.

O governo de Uganda está se preparando para espalhar nas paredes das casas do país uma solução de DDT, que mata o mosquito transmissor da doença.

Mas a BAT, em conjunto com outras empresas, pediu o adiamento do programa. As companhias temem que o uso de DDT ameace os lucros de exportação de tabaco, café e outros produtos agrícolas. O grupo afirma que a solução pode contaminar as plantações. Além disso, prega o uso de métodos alternativos no combate da malária, ainda que estes não tenham surtido efeito em outros países africanos.



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Demissão do SPF

Repasso, com muita apreensão pela situação que está criada. Sobretudo, por conhecer o caráter do colega em questão.
Sds. Alexandre Milagres.

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----- Mensagem encaminhada ----
De: Carleuza de França Mourão
Para: gbatista@hse.rj.saude.gov.br
Cc: lesliealoan@globo.com; alaor@cbtm.org.br; ritta@iff.fiocruz.br; hlcerque@iff.fiocruz.br; efraga@iff.fiocruz.br; jane@inca.gov.br; andreia@corboaguiarwaise.com.br; analipke@cardiol.br; alopti@terra.com.br; md.lucas@uol.com.br; macher@rio.com.br; mgbarbosa@rio.rj.gov.br; sramichael@ig.com.br; alexandremilagres@yahoo.com.br; isamoita@oi.com.br; dg@hemorio.rj.gov.br; ritammotta@bol.com.br; soniasmotta@uol.com.br; eli_moreira@terra.com.br; dfrancam@ig.com.br; costanava@hotmail.com; claudia.n@globo.com
Enviadas: Domingo, 29 de Outubro de 2006 12:20:28
Assunto: FW: ENC: Minha_demissão_do_SPF

Meus amigos, estou indignada com tamanho absurdo. Dr. Victor está sendo
vítima de perseguição, penalizado de maneira a ter cerceada sua atuação no
campo da gestão pública para qual se qualificou e se dedica intensamente. O
conteúdo dessa comunicação deixa muito claro o que move essa investida. A
capacidade técnica do Dr. Victor é uma ameaça para os que preferem a
desordem no serviço público, particularmente na área da saúde. Precisamos
nos unir em defesa de um servidor público injustiçado e nos organizarmos em
defesa de um exemplo de gestão empreendedora e proba, para que possamos
continuar motivados e trabalhando em favor dos usuários. Todas as idéias
nessa direção poderão ser úteis.Carleuza Mourao

>From: cristina ortiz valete
>To: carleuzamourao@hotmail.com
>Subject: ENC: Minha_demissão_do_SPF
>Date: Sun, 29 Oct 2006 09:45:26 -0300
>


Meus Caros


Este não é um e-mail sobre as eleições de amanhã. Este é um e-mail sobre a
decisão do Ministério da Saúde em acatar as recomendações da Comissão de
Inquérito criada em outubro de 2004 para apurar irregularidades da minha
gestão no Hospital Geral de Bonsucesso. Estas recomendações podem ser
resumidas em uma única: DEMISSÃO do SERVIÇO PÚBLICO FEDERAL por improbidade
administrativa, desídia e falta de zelo.

Criou-se um processo de 22 volumes e 56 acusações, em sua quase totalidade
ligada às contratações de fundações de apoio. Não há uma única acusação de
superfaturamento, de emergenciais que tenham levado à prejuízos, etc. Não há
uma unica comprovação de prejuízo aos cofres públicos, não há uma única
comparação de preços desfavorável a nossa gestão, apenas erros de processo.

Foi um processo montado para atingir a finalidade que agora se concretiza.
Fui ouvido pela Comissão de Inquérito, mas nenhum dos argumentos foi sequer
considerado, seja do contexto em que atuei como diretor entre 2000 e 2002,
seja que as questões levantadas no HGB também estavam presentes nas outras
unidades federais, não por dolo de seus dirigentes, mas sim por
insuficiências gritantes da legislação para permitir um funcionamento eficaz
e eficiente das unidades federais de saúde.

Se consumada, minha demissão, não será apenas uma derrota pessoal, mas
principalmente dos valores que defendi com unhas e dentes, de
profissionalização da gestão, de assumir o SUS como o grande norteador da
atividade do HGB, de enfrentar os cartéis da alimentação, de materiais
médico-hospitalares e medicamentos, apenas como exemplo. Como é possível
conceber que uma administração que organiza um Pregão com Registro de Preços
com 10 hospitais, ao início, e 50 ao final, obtendo uma redução de preços de
25% em relação ao mercado (preços de compra do setor público no Rio de
Janeiro), possa ser acusada e condenada por improbidade, falta de zelo
desídia?

Esta derrota se consumada, será uma vitória dos cartéis e dos que vivem
politicamente do não funcionamento das unidades de saúde. Estes últimos, não
precisam ser nominados, mas todos sabem quem são. São estes que se calam
frente aos cartéis, mas que disparam sua metralhadora giratória contra os
gestores que ousam fazer funcionar as unidades sob sua responsabilidade.

Peço a vcs que divulguem este e-mail aos amigos, para que se possa criar as
condições para uma resposta política a este verdadeiro absurdo.

um abraço

Victor


--
ENSP - Fiocruz

A vingança de Gaia/ James Lovelock - Veja paginas amarelas

Iracema, se v. quiser divulgar a entrevista do James Lovelock para alguém, utilize o nosso link, pois acabo de disponibilizá-la no e-book, com um link ao final do capítulo 29, ou diretamente em :
Quanto mais gente puder tomar conhecimento destas questões, melhor, não é mesmo? Com os dirigentes que temos, haja pressão a ser feita. Ontem li uma matéria dando conta de que o freio no desmatamento da Amazônia, tão comemorado no final do ano passado, deu-se mais por falta de verba da turma dos pastos e da soja para investir, do que pelas medidas empreendidas pela nossa inteligenzia... Desmataram menos por estarem sem grana e não por consciência ecológica...
Sds. Alexandre Milagres.
Fumar pra quê, meninas e meninos?
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----- Mensagem original ----
De: iracema
Para: alexandre milagres
Enviadas: Quarta-feira, 25 de Outubro de 2006 11:10:59
Assunto: Fw: A vingança de Gaia/ James Lovelock - Veja paginas amarelas

----- Original Message -----
From: iracema
Sent: Tuesday, October 24, 2006 10:50 AM
Subject: A vingança de Gaia/ James Lovelock - Veja paginas amarelas

'





























Edição 1979 . 25 de outubro de 2006

Índice
Millôr
Stephen Kanitz
Diogo Mainardi
André Petry
Roberto Pompeu de Toledo
Carta ao leitor
Entrevista
Cartas
Radar
Holofote
Contexto
Datas
Gente
VEJA.com
Auto-retrato
Veja essa
VEJA Recomenda
Os livros mais vendidos



Entrevista: James Lovelock
A vingança de Gaia

O cientista inglês que considera a Terra
um organismo vivo diz que só a energia
nuclear pode adiar o desastre


Diogo Schelp

Divulgação

"O aquecimento global já passou do ponto sem volta. A situação se tornará insuportável lá por 2040"

O inglês James Lovelock é um cientista com contribuições a áreas tão distintas do conhecimento que é difícil classificá-lo em uma única especialidade. É também um dos mais controvertidos. Sucesso entre os ambientalistas, sua criação mais conhecida, a Hipótese Gaia, é criticada pelos cientistas. Segundo essa teoria, que Lovelock desenvolveu quando trabalhava para a Nasa, nos anos 60, a Terra é um organismo dotado da capacidade de se manter saudável e tem compromisso com todas as formas de vida – e não necessariamente com apenas uma delas, o homem. Lovelock é o inventor do aparelho que permitiu detectar o acúmulo do pesticida DDT nos seres vivos, razão pela qual se interrompeu o uso da substância. O aparelho também ajudou a identificar o CFC, gás utilizado em aerossóis, como o responsável pela destruição da camada de ozônio, o que levou a sua proibição. Lovelock acredita que o equilíbrio natural foi rompido pelo aquecimento global, tese desenvolvida no livro A Vingança de Gaia, publicado neste ano em seu país. O cientista concedeu esta entrevista a VEJA de sua casa em Devon, na Inglaterra, onde, aos 87 anos, faz pesquisas em um laboratório particular.

Veja – Quando o aquecimento global chegará a um ponto sem volta?
Lovelock – Já passamos desse ponto há muito tempo. Os efeitos visíveis da mudança climática, no entanto, só agora estão aparecendo para a maioria das pessoas. Pelas minhas estimativas, a situação se tornará insuportável antes mesmo da metade do século, lá pelo ano 2040.

Veja – O que o faz pensar que já não há mais volta?
Lovelock – Por modelos matemáticos, descobre-se que o clima está a ponto de fazer um salto abrupto para um novo estágio de aquecimento. Mudanças geológicas normalmente levam milhares de anos para acontecer. As transformações atuais estão ocorrendo em intervalos de poucos anos. É um erro acreditar que podemos evitar o fenômeno apenas reduzindo a queima de combustíveis fósseis. O maior vilão do aquecimento é o uso de uma grande porção do planeta para produzir comida. As áreas de cultivo e de criação de gado ocupam o lugar da cobertura florestal que antes tinha a tarefa de regular o clima, mantendo a Terra em uma temperatura confortável. Essa substituição serviu para alimentar o crescimento populacional. Se houvesse 1 bilhão de pessoas no mundo, e não 6 bilhões, como temos hoje, a situação seria outra. Agora não há mais volta.

Veja – Um estudo recente concluiu que a temperatura média da Terra vai aumentar 2 graus até o fim do século. O senhor concorda?
Lovelock – Os cientistas que fazem essas previsões baixas estudam a atmosfera como se ela fosse algo inerte. É um cálculo estanque, baseado na crença de que o aquecimento é diretamente proporcional à quantidade de gás carbônico jogada na atmosfera. A realidade é bem mais complexa. Todos os seres vivos do planeta reagem às mudanças que provocamos e as amplificam. Há previsões mais confiáveis de um aumento de até 6 graus até o fim do século. Essa vai ser a média global. Em algumas regiões, o aumento de temperatura será ainda maior.

Veja – O senhor vê o aquecimento global como a comprovação de que sua teoria está certa?
Lovelock – O aquecimento global pode ser analisado com base na Hipótese Gaia, e, por isso, muitos cientistas agora estão se vendo obrigados a aceitar minha teoria. Ela diz que todos os organismos, agindo em conjunto, formam um sistema ativo cujo objetivo é manter a Terra habitável. Nos oceanos, algumas algas utilizam o carbono do ar no seu crescimento e liberam outros gases que formam nuvens sobre a atmosfera. As nuvens ajudam a defletir os raios solares. Sem elas, a Terra seria um lugar muito mais quente e seco. Essas algas estão morrendo com o aumento da temperatura dos oceanos. Esse é apenas um exemplo de como a capacidade auto-reguladora do sistema Gaia está sendo rompida.

Veja – O aquecimento global vai levar a uma nova fase da seleção natural da espécie humana?
Lovelock – Sim. Pela Hipótese Gaia, qualquer organismo que afeta o ambiente de maneira negativa acabará por ser eliminado. Como o aquecimento global foi provocado pelo homem, está claro que corremos o risco de ser extintos. Até o fim do século, é provável que cerca de 80% da população humana desapareça. Os 20% restantes vão viver no Ártico e em alguns poucos oásis em outros continentes, onde as temperaturas forem mais baixas e houver um pouco de chuva. Na América Latina, por exemplo, esses refúgios vão se concentrar na Cordilheira dos Andes e em outros lugares altos. O Canadá, a Sibéria, o Japão, a Noruega e a Suécia provavelmente continuarão habitáveis. A maioria das regiões tropicais, incluindo praticamente todo o território brasileiro, será demasiadamente quente e seca para ser habitada. O mesmo ocorrerá na maior parte dos Estados Unidos, da China, da Austrália e da Europa. Não será um mundo agradável. As condições de sobrevivência no futuro serão muito difíceis. Essa é a vingança de Gaia, uma expressão que uso apenas como metáfora, não como argumento científico.

Veja – O que vai acontecer com quem permanecer nesses lugares?
Lovelock – A maioria vai morrer de fome. Não é só uma questão de aumento de temperatura. Com a mudança climática, será impossível cultivar alimentos ou criar animais de abate, porque simplesmente não haverá chuva ou água para a irrigação. O Rio Ganges, na Índia, por exemplo, está tendo seu volume reduzido e logo irá desaparecer. Quem conseguir migrar para os poucos oásis que sobrarem ou para as regiões mais frias ao norte do globo viverá em condições semelhantes às de muitos africanos hoje: haverá escassez de comida e pouca água. As guerras do futuro serão uma conseqüência do aquecimento global. Quando a China se tornar inabitável, seus moradores não vão simplesmente sentar e esperar a morte. Eles vão migrar para a Rússia. Há espaço para essas pessoas na Sibéria, mas duvido que essa migração aconteça pacificamente.

Veja – Será possível se recuperar dessa situação?
Lovelock – A Terra vai se recuperar. Há 55 milhões de anos ocorreu um evento muito parecido com o que está acontecendo agora. Naquele tempo, houve uma emissão acidental de uma quantidade de dióxido de carbono equivalente à que está sendo produzida hoje pela ação humana. A temperatura da Terra elevou-se em 8 graus nas regiões temperadas e em 5 graus nos trópicos. Os seres vivos migraram para as regiões polares e ficaram centenas de milhares de anos por lá. Quando a temperatura global voltou a cair, eles migraram de volta. O sistema Gaia, portanto, não está ameaçado, mas vai levar 200 000 anos para voltar a ser como é. Para nós, humanos, isso é muito tempo.

Veja – Muitos cientistas estão preocupados com a diminuição da biodiversidade. O senhor também está?
Lovelock – Não. A perda de biodiversidade é apenas um sintoma das mudanças climáticas. Os biólogos se preocupam com isso porque eles adoram colecionar espécies. Na verdade, os ecossistemas mais saudáveis são aqueles com pouca biodiversidade. Muito mais grave é o risco de quase extinção enfrentado pela humanidade.

Veja – Não há nada que se possa fazer?
Lovelock – A única opção é substituir as fontes de energia mais comuns por usinas nucleares, mais limpas do que hidrelétricas ou termoelétricas. O gás carbônico vai nos matar se não fizermos nada a respeito. As pessoas têm medo do lixo atômico, mas isso é um mito. A quantidade de resíduos produzida pelas usinas nucleares é irrisória e não causa grandes problemas ambientais. A energia nuclear, no entanto, não é uma solução, e sim uma medida para ganharmos tempo. A roda do aquecimento global já está em movimento, e não há como freá-la.

Veja – É mais fácil se livrar de lixo atômico do que de gás carbônico?
Lovelock – Infinitamente mais. Cem gramas de urânio equivalem a 200 toneladas de carvão, em termos de energia gerada. Com 100 gramas de urânio não se produzem mais do que 100 gramas de lixo atômico, enquanto a poluição emitida pela queima de 200 toneladas de carvão é de 600 toneladas de dióxido de carbono. Entre 100 gramas e 600 toneladas de resíduos, é óbvio que o carbono é um problema maior.

Veja – E quanto aos riscos de acidentes nucleares, como o da usina de Chernobyl, em 1986?
Lovelock – Chernobyl é uma grande mentira. A ONU enviou três equipes de cientistas a Chernobyl para ver quantas pessoas realmente morreram em conseqüência do acidente. A resposta é 56 mortos, no máximo. Foi o tipo de acidente nuclear que apenas podia acontecer naqueles velhos tempos da União Soviética, em que as usinas eram administradas de maneira irresponsável. As estatísticas das usinas nucleares ao redor do mundo são impressionantes. Elas produzem energia com uma segurança maior do que qualquer outra indústria energética. O perigo de acidentes não é nada comparado aos efeitos do aquecimento global. As pessoas estão perdendo o contato com o mundo natural e por isso há saudosismo, um desejo inconsciente de volta à natureza. A ciência e a tecnologia passaram a ser rejeitadas e classificadas como ruins para o ambiente. É o que acontece com as plantas geneticamente modificadas e com a energia atômica. Vivemos em uma sociedade hipocondríaca.

Veja – No Brasil, a maioria dos carros novos funciona com álcool combustível. O biocombustível é uma boa forma de reduzir a emissão de gases do efeito estufa?
Lovelock – Essa provavelmente é das coisas menos sábias a fazer. Para produzir a cana-de-açúcar para o biocombustível, é preciso ocupar o espaço dedicado à produção de alimentos ou derrubar florestas, que ajudam a regular o clima. Isso é contraprodutivo. É mais inteligente usar a energia nuclear para produzir hidrogênio como combustível para os carros. Alguns anos atrás, muitos cientistas achavam que o biocombustível era o caminho certo a seguir. Agora que sabemos quão sério é o problema do aquecimento global, percebemos que essa não é a melhor solução. Nós, cientistas, devemos pedir desculpas ao povo brasileiro.

Veja – Qual sua opinião sobre o conceito de desenvolvimento sustentado, pelo qual se explora o ambiente sem lhe provocar danos?
Lovelock – Acho uma idéia adorável. Se a tivéssemos aplicado 200 anos atrás, quando havia apenas 1 bilhão de pessoas no mundo, talvez não estivéssemos na situação em que estamos hoje. Agora é tarde demais. Não há mais espaço para nenhum tipo de desenvolvimento. A humanidade tem de regredir. Em algumas décadas, quem conseguir se mudar para regiões melhores, com temperaturas mais amenas, terá uma chance de sobreviver.

Veja – Qual sua opinião sobre a proposta de colocar um escudo solar em órbita, para devolver ao espaço os raios de sol?
Lovelock – Não é uma má idéia. Esse escudo ficaria entre o Sol e a Terra e poderia desviar 3% dos raios solares e, dessa forma, reduzir o calor na atmosfera. Trata-se de uma medida relativamente rápida de ser implementada e custaria menos que a Estação Espacial Internacional. O escudo solar poderia nos dar um pouco mais de tempo, mas não seria a cura para o problema do aquecimento global.

Veja – A destruição da Amazônia é a maior vilã do aquecimento global?
Lovelock – Não. O sudeste da Ásia está sofrendo uma destruição comparável à da Amazônia. A Indonésia tem provocado tanto dano às florestas quanto o Brasil. Uma medição feita no passado mostrou que as queimadas indonésias liberaram 40% de todo o gás carbônico produzido no mundo em um ano. Os brasileiros não devem se sentir os únicos culpados pelo desastre que estamos prestes a vivenciar. Temos todos uma parcela igual de culpa.

Veja – Por que a ciência levou tanto tempo para perceber a gravidade da mudança climática?
Lovelock – A comunidade científica estava muito engajada em um outro problema: a destruição da camada de ozônio. Era uma questão fácil de resolver, porque os produtos industriais que estavam provocando o buraco na camada podiam ser substituídos por outros, inofensivos. Só em 2001, em uma convenção em Amsterdã, na Holanda, os pesquisadores concordaram que o aquecimento é um fenômeno global. Naquele ano, eles finalmente aceitaram a tese de que a Terra é um sistema que se auto-regula, indiretamente concordando com a minha Hipótese Gaia.

Veja – Alguns cientistas dizem que suas opiniões são apocalípticas e por isso não podem ser levadas a sério. O que o senhor diz a eles?
Lovelock – Não há nenhum dado no meu livro diferente daqueles contidos no relatório do Painel Intergovernamental de Mudanças Climáticas, da ONU. A diferença é que eu apresentei os fatos de uma forma compreensível para os leigos. Os cientistas estudam o aquecimento global de maneira fragmentada e acabam tendo dificuldade de desenvolver uma visão geral do fenômeno.







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Eco-Desgraceira


Repasso trecho de nosso capítulo 29 atualizado hoje. Favor divulgar:

  • África, a que mais sofre com o clima _ Combate a pobreza não adiantará se aquecimento continuar elevado, Jornal O Globo, 30/out/06

Dados compilados pelas organizações britânicas Oxfam, New Economics Foundation (NEF) e Grupo de Trabalho em Mudanças Climáticas e Desenvolvimento, no estudo "Up in Smoke 2". Segundo o relatório, as secas estão piorando e o clima no continente está cada vez mais imprevisível, o que representa uma ameaça de proporções inéditas para a segurança alimentar. "Os africanos estão entre o inferno das secas e as enchentes", disse Andrew Simms, da NEF. O pesquisador lembra que "a grande tragédia e ironia da questão" é que os africanos em pouco, ou nada, contribuem para o aquecimento global.

bullet

Catástrofe climática _ Aumento da temperatura ameaça reduzir economia mundial em 20% em 50 anos, em matéria de Roberta Jansen, Jornal O Globo, 31/out/06

Sir Nicholas Stern

Um relatório do governo britânico _ Relatório Stern_ divulgado, em 30/out/06, aponta para um encolhimento de até 20% na economia mundial dentro de meio século. As secas e o aumento do nível dos mares afetariam consideravelmente a produção de alimentos e as fontes de água potável, gerando uma das maiores levas de refugiados da história. Os maiores prejudicados seriam os países em desenvolvimento, como o Brasil, que não teriam tantos recursos quanto as nações ricas para adaptarem sua economia a um planeta mais quente e instável. Segundo o economista Nicholas Stern, ex-economista chefe do Banco Mundial, as temperaturas devem aumentar em até 5 graus Celsius até o final do século. Tal aumento provocaria uma redução catastrófica das chuvas em alguns países mais pobres do mundo, enquanto outras nações teriam que lidar com enchentes provocadas pelo derretimento das geleiras. O nível do mar aumentará de tal forma que boa parte de países como Bangladesh e Vietnã submergirão.

Como é ridículo saber que o ato de fumar tem participação em toda esta desgraceira que está acontecendo com a Terra, e que não consigamos fazer com que a maioria saiba disto ou modifique os seus hábitos...

Pedimos: se virem uma placa à margem de alguma estrada brasileira orientando para que não sejam jogadas guimbas acesas no local, favor fotografá-la para que a publiquemos aqui. Conto com vocês, tá bom?

Sds. Alexandre Milagres.
Fumar pra quê, meninas e meninos?
http://www.cigarro.med.br

CAT - Centro de Apoio ao Tabagista
Tratamento de fumantes e orientação de adolescentes
Projetos para empresas e escolas
Rua Djalma Ulrich 163 s/ 602 Copacabana, Rio de Janeiro
centrodeapoioaotabagista@gmail.com

Saturday, October 28, 2006

Pense nisso e reflita



Friday, October 27, 2006

Orgulho de ser professora - Minhas pequenas lições de meio ambiente e seus resultados!

Vou publicar aqui e na seção Meio Ambiente, bem como no novo jornal praonde escrevo, que é nosso parceiro (vide nossa capa).

É uma honra publicar o trabalho do Pedro Américo Ferreira e seus colegas da 2ª série do nível médio, do CAP UFRJ e que atingiram nota máxima, veja a seguir:

Cristiana,

estou mandando, como pediu, o trabalho de Biologia no qaul incluímos a sua
entrevista. Por favor, ignore erros de Português ou de formatação, pois apesar
do bom resultado, o trabalho foi feito com pressa. O grupo teve que madrugar...

Mais uma vez, obrigado pela sua contribuição!

Pedro.

I -INTRODUÇÃO

Por que somos assim? Por que somos tão diferentes dos outros animais? Por que nos desenvolvemos de maneira tão peculiar? Essas são perguntas que a Ciência faz há muito tempo e às quais foram dadas várias respostas ao longo dos tempos por diversos cientistas. Todos esses questionamentos giram em torno da evolução.
Mas o que é evolução?
Evolução é a teoria baseada na idéia de que as espécies animais e vegetais sofrem modificações graduais ao longo das gerações, que levam ao surgimento de raças e espécies novas. Ou seja, fala-se basicamente que animais e vegetais não são imutáveis.
Até o século XVIII, o mundo ocidental aceitava a doutrina do criacionismo, segundo a qual cada espécie, animal ou vegetal, tinha sido criada por ato divino. A partir do XVIII, essa visão começou a ser contestada.
Nesse contexto, surge o francês Jean-Baptiste Lamarck, que foi um dos primeiros a não só negar esse postulado, como a propor um mecanismo pelo qual a evolução se teria verificado. Lamarck observou que fatores ambientais podem modificar certas características dos indivíduos e ele imaginou, a partir disso, que tais modificações se transmitissem à prole. Chegou também a falar que era a necessidade de adaptar-se ao ambiente que fazia surgir nova característica. Em resumo, para ele, o surgimento de uma nova espécie consistia no seguinte: uma certa espécie passa a viver em um ambiente novo, diferente, e este cria necessidades que antes não existiam e como resposta a isso, o organismo desenvolvia as novas características necessárias de forma hereditária.
Com o tempo, viu-se que Lamarck estava certo em relação à constatação de que o ambiente provoca mudanças adaptativas nos indivíduos, mas também viu-se que os aspectos assim desenvolvidos não eram transmitidos à prole. Em 1859, ao publicar a obra “A origem das espécies”, Charles Darwin mostrou a importância da seleção natural na evolução. Darwin partiu da observação de que, dentro de uma espécie, os indivíduos diferem uns dos outros. “Há, portanto, na luta pela existência, uma competição entre indivíduos de capacidades diversas. Os mais bem adaptados são os que deixam maior número de descendentes. Se a prole herda os caracteres vantajosos, os indivíduos bem dotados vão predominando nas gerações sucessivas, enquanto os tipos inferiores vão se extinguindo. Por causa da seleção natural, a espécie se aperfeiçoa de forma gradual” (“Fundamentos da Biologia Moderna”, Amadeus e Martho, Ed. Moderna). Mas o ambiente não deixa de influenciar, pois um caráter que é vantajoso num ambiente pode ser inconveniente em outro. Os estudos de Darwin são essenciais para se compreender como é vista a evolução hoje, mesmo com as mudanças, correções e adições feitas a tais estudos.
Os princípios básicos da teoria da evolução aplicam-se a todas as espécies, incluindo a humana. Por isso, é possível, através de recursos como a anatomia comparada, o estudo dos fósseis e das semelhanças moleculares, saber como se deu a evolução da espécie humana.
O primeiro aspecto a se considerar na evolução humana é o fato, já constatado por Darwin, de que temos uma relação de parentesco evolutivo com os símios. Algumas espécies atuais de macacos e a espécie humana tiveram ancestral comum há 8 milhões de anos.
Os macacos e seres humanos estão na ordem dos primatas, que tem duas subordens: a dos prossímios e a dos antropóides, sendo nesta que se encontra a espécie humana. Mais especificamente, essa subordem abriga uma superfamília, que por sua vez tem os hominídeos (família Hoiminidae), que inclui os seres humanos e seus ancestrais fósseis mais próximos e a família dos pongídeos (família Pongidae), que traz gorilas, chimpanzés e orangotangos. Já é provado cientificamente que há fortes semelhanças genéticas entre seres humanos e gorilas e chimpanzés.
Quanto aos nossos ancestrais hominídeos, pode-se dizer que os hominídeos mais antigos são de 6 a 5 milhões de anos atrás. São os Australopithecus, que tinham postura bípede, ereta ou semi-ereta, com cerca de 1m de altura e de 30 a 45 kg, testa baixa e maxilares proeminentes, e capacidade craniana por volta de 380 a 450 cm3.
Depois deles, vieram os hominídeos chamados Homo habilis, que tinham maxilares e dentes menores e caixa craniana bem maior que os Australopithecus. Usavam ferramentas de pedra lascada para cortar e raspar. Em seguida, há o Homo ergaster e logo depois os neandertais, que tinham corpo atarracado e grande volume craniano (cerca de 1450 cm3) e viviam da caça de frutos, sementes e raízes.
Os cientistas ainda têm dúvidas se os neandertais devem ser vistos como uma espécie diferente dos seres humanos modernos (Homo neanderthalensis) ou então uma raça da espécie Homo sapiens (nesse caso, seria Homo sapiens neanderthalensis).
É aceito hoje entre os cientistas que o Homo sapiens moderno, os seres humanos, surgiram na África, há cerca de 150 mil anos, a partir do Homo ergaster ou do Homo erectus. Esses seres humanos, os antão mais novos hominídeos, se espalharam rapidamente pela África e pela Ásia, indo para a Europa, colonizando por fim a Austrália e as Américas.

II - COMPARAÇÃO ENTRE A MORFOLOGIA DOS HUMANOS E SEUS HÁBITOS

Entende-se morfologia como o estudo da configuração, estrutura externa e desenvolvimento de um órgão ou ser vivo, em escala macroscópica e microscópica. Também pode-se considerar morfologia, por extensão, a forma e a aparência de um organismo vivo. A morfologia do ser humano está diretamente ligada aos seus hábitos, ao seu comportamento, tanto no que diz respeito à alimentação, à fala quanto em relação à cultura propriamente dita.
A morfologia do ser humano vai determinar suas limitações e suas capacidades e só há desenvolvimento cultural a partir da consciência do que se é capaz de se fazer. Afinal, cultura é “o processo pelo qual cada pessoa, individualmente, e a humanidade, como um todo, extraem e acumulam conhecimento a partir das experiências vivenciadas e da reflexão que fazem sobre elas” (“Fundamentos da Biologia Moderna”, Amadeus e Martho, Ed. Moderna).
As nossas características físicas determinam nossas habilidades, que determinam nosso desenvolvimento cultural: A cultura desenvolveu-se passo a passo ao longo de nossa evolução física. Como exemplo da íntima relação entre cultura, comportamento, hábitos e morfologia, basta lembrar que uma das mias ricas fontes de estudo para arqueólogos e cientistas entenderem como viviam e como eram fisicamente nossos antepassados são os desenhos deixados em cavernas, as ferramentas, os vasos, entre outros muitos objetos que revelam como era a vida desses povos primitivos, desde a caça até a religião. E tendo em mãos uma ferramenta de uma certa espécie, por exemplo, é poder saber o que ela podia fazer com as mãos, a capacidade mental dela e conseqüentemente as formas físicas dela.
Então, para entender melhor essa relação, vejamos algumas características anatômicas básicas que são fundamentais para o comportamento humano.
Um aspecto morfológico muito evidente é o tamanho do nosso crânio e, consequentemente, do cérebro. O tamanho do cérebro influencia na inteligência. Como foi dito na introdução, nosso processo evolutivo é marcado pelo crescimento gradual e, no fim, significativo, do crânio, nos diferenciando de nossos parentes primatas. Isso já indica o porquê de termos relações culturais.
O tamanho do cérebro também acarreta um detalhe importante e interessante: a alimentação. A demanda nutricional do cérebro é imensa, sendo destinado a ele uma boa parte do que comemos. A mudança na dieta alimentar foi essencial no processo evolutivo. O cérebro é responsável por 25% do que é produzido no nosso metabolismo. Ou seja, com o crescimento do cérebro, foi-se necessário maior consumo de proteínas, levando a mudanças nos hábitos alimentares até chegarmos ao ser humano atual. Nosso padrão de alimentação, nossas necessidades nutricionais dependem do cérebro. Tem-se aí mais uma relação entre morfologia e hábitos. Vê-se que não é à toa que temos o maior tamanho relativo do cérebro e a mais variada dieta.
Outra característica nossa e, certamente, uma das de maior destaque é o bipedismo, sobre o qual será falado mais profundamente mais tarde nesse trabalho devido à sua importância. Ele fica aqui então como mais um exemplo de como a morfologia se relaciona com comportamento e cultura: ele, aliado à postura ereta, permitiu uma maior capacidade do ser humano de produzir ferramentas, indispensáveis no desenvolvimento da espécie. A anatomia das nossas mãos, a ser também abordada separadamente no trabalho, aparece como uma aliada, já que permite o manejo dessas ferramentas com uma habilidade que os outros primatas não têm, além de contribuir para o desenvolvimento de exercícios artísticos, como pintura e música.
Também há a pele humana como fator essencial para entender nosso comportamento mais dinâmico em relação aos outros animais, especialmente em relação aos nossos parentes primatas. Apesar de termos menos resistência, podemos correr e nos cansamos menos devido ao funcionamento da nossa pele como um sistema de difusão de calor, que dissipa o calor produzido pelo esforço.
As características de nossa face e de nossos olhos são de grande utilidade na intensa vida social do ser humano. Temos, nos olhos, grande exposição da parte branca deles e a evidência de sinalizadores como sobrancelhas e cílios. “Nossos olhos são capazes de comunicar estados sutis da mente, permitindo também ler e interpretar estados emocionais, atitudes e ações eminentes”(http://www.assis.unesp.br/~egalhard/humanev3.htm#TamCer). A face pode ser vista como útil instrumento de comunicação, sinalizador e receptor de respostas, sendo então mais do que adequada para nossa vida social. “Atos complexos de comunicação são característicos de nossa espécie, que apesar de possuir idiomas completamente desenvolvidos, somos também extraordinariamente bem equipados para enviar mensagens não verbais. Concluindo os crânios evidenciam além do aumento do cérebro o desenvolvimento gradual de uma vida social complexa pois a face provê evidência adicional de nossa existência intensamente social” (mesma fonte que citação anterior). E também são importantes para nós a visão estereoscópica e a capacidade de perceber a cor.
Por fim, pode-se destacar mais uma características morfológicas. A garganta modificada para facilitar a fala com uma ampla câmara de ressonância que vocaliza os sons, permitindo-nos falar, uma dos principais diferenciais nossos, redefinindo a comunicação e permitindo a construção de relações sociais.
Há outros aspectos para serem vistos e que certamente exemplificam muito bem a relação morfologia/hábitos.

III - BIPEDISMO E SUAS IMPLICAÇÕES

Uma das diferenças fundamentais entre o ser humano e os demais primatas é a habilidade de caminhar ereto, se locomovendo sobre somente os membros posteriores (bipedismo). Chimpanzés, gorilas, e outros símios não possuem a capacidade de andar sobre os membros inferiores por longo tempo, necessitando do apoio nas mãos.
De fato, na evolução dos hominídeos, a postura bípede constituiu-se como uma característica que apareceu precocemente. O desenvolvimento do bipedismo era uma “pré-adaptação” que permitiu aos descendentes dos Hominídeos sobreviverem à mudança climática há cinco milhões de anos, a qual tornou o clima mais seco, transformando ambientes florestais em Savanas.
Diversas hipóteses foram desenvolvidas associando o bipedismo com a vida nas savanas, como a necessidade de um campo de visão maior para evitar predadores, a liberação dos membros anteriores para a coleta e transposição de alimentos (pois, ao passo que o clima foi se tornando mais árido, surgiram pastos, deixando os alimentos distribuídos mais irregularmente), a construção e utilização de instrumentos, além da necessidade de uma postura que evite com eficiência a incidência de raios solares. Entretanto, “a hipótese mais aceita atualmente é a da eficiência energética, afirmando que a marcha bípede é um modo de locomoção mais eficiente (em termos energéticos) que o quadrupedismo simiesco” (http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-827120040000).
Dessa forma, o bipedismo apresenta principalmente como vantagens percorrer com mais eficiência longas distâncias, habitando assim territórios maiores (devido ao fato de o bipedismo ser uma forma de deslocamento mais econômico energeticamente do que o deslocamento sobre quatro membros) e a liberação dos membros superiores para desenvolver diferentes tarefas (recolher e transportar alimentos e filhos, pegar pedras e galhos que podem funcionar como armas, utilizar instrumentos de trabalho etc.).
As vantagens da postura ereta compensariam algumas de suas desvantagens, como maior propensão a varizes, hérnias, entre outros problemas circulatórios, e problemas de coluna. A forma de locomoção sobre dois membros faz com que a coluna vertebral receba uma grande pressão em nossos pés, tornozelos, joelhos e costas (as estruturas que sustentam o peso de todo o corpo acima delas). No decorrer de um único dia, os discos da parte inferior das costas são submetidos a pressões equivalentes a várias toneladas. Assim, durante nossa vida, recebemos o esforço constante que a gravidade impõe a nossos tecidos.
O surgimento de varizes (deformação das veias superficiais), por exemplo, se relaciona principalmente com a posição bípede assumida pelo homem. Devido a essa posição ereta, o sangue que retorna das pernas para alcançar o coração pelas veias, tem que vencer a gravidade e outros obstáculos a este retorno, tornando as veias dos membros inferiores mais sujeitas ao aparecimento das varizes.
A adaptação ao bipedismo e à postura vertical acarretou importantes modificações anatômicas na cabeça, coluna vertebral e membros.

IV – A PERDA DOS PÊLOS CORPORAIS

Seres humanos possuem a capacidade de correr rapidamente curtas distâncias e também podem manter uma velocidade moderada de marcha ou corrida por um longo período. Já primatas quadrúpedes não estão aptos a realizar tal tipo de esforço. Eles cansam depressa, da mesma forma que aquecem rapidamente.
Os humanos possuem tal resistência devida, em parte, à constituição de suas peles. Ao analisar a pele microscopicamente verifica-se o mesmo número de folículos pilosos existentes na pele de um chimpanzé, por exemplo, porém nos seres humanos os pelos são pouco desenvolvidos. Dessa forma, o fato dos humanos possuírem uma pele desnuda, somado à existência de um grande número de glândulas sudoríparas em suas peles faz com que o organismo humano consiga eliminar o calor químico gerado no período de esforço físico. “Sem uma pele eficiente funcionando como um radiador, nossos cérebros aqueceriam depressa demais durante esforço físico com potencialmente conseqüências fatais” (http://www.assis.unesp.br/~egalhard/humanev3.htm).
Pode-se dizer que houve uma redução de pelos na pele objetivando a difusão de calor do corpo em um clima quente na África e durante atividades que produzem calor. No entanto, esta pele com pêlos escassos e grande quantidade de glândulas sudoríparas prejudica a existência de humanos em ambientes mais frios, sendo necessário o uso de fontes de calor (fogo) e mais tarde fazendo uso de formas de revestimento externo para manter a temperatura corporal (vestimentas).

V - A EVOLUÇÃO DAS MÃOS

A liberação das mãos da função locomotora acarretou importantes mudanças nos membros anteriores dos hominídeos.
O polegar da mão humana é mais longo que os dos outros primatas, além disso, é posicionado ligeiramente mais afastado dos outros dedos, ficando em posição oponível, possibilitando assim, uma maior rotação. Dessa forma, nosso polegar pode ser girado contra os outros dedos possibilitando manusear objetos de diversos tamanhos e com a mesma eficiência.
Assim, o fato de possuir um polegar que faz “oposição” ao indicador melhora a capacidade de agarrar diversos objetos. Ao longo da evolução dos primatas, há um aumento da destreza e da precisão manual, chegando ao seu ápice de crescimento nos humanos. Tal habilidade desenvolve a coordenação motora e a capacidade de abstração, de previsão, de imaginação e de criação do cérebro, trazendo avanços intelectuais.


VI - CUIDADO PARENTAL E PROLONGAMENTO DA INFÃNCIA E DA ADOLESCÊNCIA

Os mamíferos em geral apresentam fragilidade ao nascer, por isso precisam dos cuidados e da proteção contra predadores durante um período prolongado.
Tal fragilidade está fundamentalmente associada ao aumento no tamanho de cérebro. Com a adoção da postura bípede, o tamanho da pélvis feminina passa a delimitar o crescimento do crânio. Assim, houve uma diminuição na velocidade de crescimento do cérebro e conclui-se esse desenvolvimento após o nascimento do filhote. Outro fator relacionado ao prolongamento das características juvenis está o “padrão desacelerado de desenvolvimento”. Humanos necessitam de um longo período para amadurecer, por isso dependem por um longo tempo do cuidado parental.
“Chimpanzés amadurecem sexualmente aos 5 anos; seus ossos do crânio se fundem na mesma época e é nesse ponto que ocorre a diminuição drástica da capacidade de aprender coisas novas. Por outro lado os seres humanos amadurecem sexualmente por volta dos12- 14 anos de idade; nossos ossos do crânio se fundem aos 16; e nós continuamos aprendendo ao longo de toda a vida.” (http://www.assis.unesp.br/~egalhard/humanev3.htm)
Como a reprodução dos primatas apresenta um reduzido número de filhotes por nascimentos, além de um importante investimento parental nos filhotes, a manutenção de nossa espécie só se deu, pois o comportamento dos pais conseguiu suprir a grande demanda de cuidados com a prole.
Um dos fatores que podem explicar tal capacidade é a perda dos indicadores de cio na fêmea. O macho via em seus filhotes uma forma de perpetuar seus genes, porém para assegurar a paternidade era preciso que protegessem a fêmea, a qual procriou seus filhos, dos outros machos, para que ele não cuidasse de filhotes de outros. Assim, através da seleção natural à fêmea foi perdendo as características que indicavam seu período fértil, como por exemplo, o inchaço nos lábios vaginais e o cheiro da liberação de hormônios.
Por meio dessa adaptação a fêmea estava sempre pronta para a atividade sexual, assegurando a participação do macho no cuidado da prole. É importante ressaltar que a espécie humana é uma das raras espécies em que o macho apresenta investimento parental direto no filhote.
Somado a isso, o leite pobre da fêmea humana e a constante necessidade de amamentação do filhote levam a uma relação mais profunda entre a mãe e seu filhote.


VII - A INFLUÊNCIA DA SELEÇÃO NATURAL PARA A FORMAÇÃO DA ESPÉCIE HUMANA

Vimos que Charles Darwin revolucionou o pensamento sobre a evolução da vida, baseando-se na teoria da “Seleção Natural”.
Como já foi dito, Darwin observou que um mesmo animal apresentava diferentes características dependendo da região que era encontrado.
Dessa forma, segundo sua teoria, os indivíduos com mais oportunidades de sobreviver seriam os que possuíssem características apropriadas para enfrentar as condições ambientes, assim teriam maior chance de se reproduzir e deixar descendentes férteis.

O raciocínio de Darwin que levou à idéia de seleção natural se baseia nos seguintes idéias:

Os organismos vivos possuem uma grande capacidade de reprodução. Poucos indivíduos, no entanto, chegam à idade de procriação, devido à falta de alimento no mundo. Isso ocorre porque organismos que têm as mesmas necessidades alimentares disputam entre si, para sua sobrevivência e de sua prole. Outra idéia importante é o fato de existir de variações hereditárias dentro de um mesmo grupo. Dessa forma, somente “os mais aptos” sobrevivem e deixam filhos. A sobrevivência e a possibilidade de reprodução dependem das características desses indivíduos, que, por serem hereditárias, serão transmitidas as seus descendentes.

Pela seleção natural, as espécies serão representadas por indivíduos adaptados ao ambiente em que vivem.
Darwin considerava a espécie humana como o resultado, uma conseqüência de um longo processo de evolução, a partir de espécies ancestrais, por ação da seleção do ambiente.
As modificações biológicas como o bipedismo (gerando a libertação da mão e a oposição do polegar), a encefalização, o aumento da capacidade intelectual, a visão em três dimensões (facilitando a caça e a colheita de alimentos), a perda de pêlos, o cuidado com a prole e o prolongamento da infância resultaram de mutações genéticas ambientalmente selecionadas, possibilitando assim que a espécie humana se desenvolva e explore os diferentes ambientes do nosso planeta. Além disso, certamente hoje ainda sofremos com as pressões seletivas do ambiente, porém com o desenvolvimento da medicina, a ação da seleção natural perde força, pois cada vez mais se cria remédios e curas para os mais variados problemas do nosso corpo.



VIII - VIDA EM SOCIEDADE E AUMENTO DA EXPECTATIVA E QUALIDADE DE VIDA

O homem é um ser gregário. Desde o seu surgimento sentiu a necessidade de viver em grupos, a fim de encontrar maior segurança e permitir a divisão de tarefas. Daí surgia a mais primitiva organização social humana, que seguiu seu processo evolutivo atingindo o atual estágio de sofisticação.
A vida em sociedade não é apenas uma maneira vantajosa que os homens encontraram para se organizar, mas também extremamente necessária à nossa sobrevivência. Cada indivíduo nasce com uma habilidade natural, que através das experiências que tem ao longo de sua vida, desenvolve tal habilidade e acaba por se especializar em determinada atividade. Tais habilidades e especializações variam de ser para ser, e daí surge o primeiro aspecto que torna um homem tão dependente de outro: as diferentes pessoas, com seus diferentes talentos, contribuem de formas diferentes para a sociedade, cada uma na área em que apresenta maior aptidão. Dessa forma, são produzidos os alimentos, as roupas, os automóveis, os aparelhos eletrônicos e eletrodomésticos que são, atualmente, necessários à vida humana. Ou seja, o mercado é o lugar em que as habilidades se concretizam e a “cooperação” da sociedade é construída.
Porém, as necessidades dos homens não se restringem apenas ao campo material, elas englobam as necessidades psicológicas e espirituais também. Todos nós precisamos de afeto, de amor, de carinho, de cuidado. Ninguém é capaz de resistir à solidão, mesmo que a pessoa tenha condições (alimentos, remédios, roupas, etc.) para tal coisa. Interagir com outro indivíduo é fundamental: nós precisamos trocar idéias, precisamos trocar afetos, pois sem esse contato com os outros, seriamos incapazes de nos desenvolver, seriamos incapazes de aprender, até porque ninguém aprende sozinho.
Além disso, a vida em sociedade fomenta o desenvolvimento cultural e a pesquisa científica, que lançam as bases para avanços tecnológicos capazes de promover a melhoria na qualidade de vida. O agrupamento social exige uma adaptação a uma nova realidade (de maior competitividade), o que acaba por exigir também um desenvolvimento humano e cultural com vistas a melhorar a qualidade de vida e conseqüentemente a longevidade.
Como já dito anteriormente, a organização social atual encontra-se em um estágio avançado. Existem poderes que determinam o que se deve e o que não se pode fazer, há um conjunto de leis que devem garantir uma igualdade entre todos os componentes da sociedade. Nos países em que as leis são cumpridas, fiscalizadas de forma correta, a população vive bem, há recursos que possibilitam uma vida longa.

IX - ENTREVISTAS: DIFERENTES VISÕES SOBRE A NOSSA ORIGEM E NOSSA RELAÇÃO COM A NATUREZA

Ao formularmos as perguntas que constituem os questionários a seguir, procuramos, de uma forma simples, reunir as diferentes opiniões de três pessoas (que possuem níveis diferentes de educação) quanto as questão da origem da vida do homem na Terra e a relação deste ser com a natureza. Desta forma, o grupo se preocupou em manter a mesma qualidade e quantidade de conteúdo, porém as perguntas sofreram algumas variações de acordo com as respostas dos entrevistados, que ou nos levaram para um rumo diferente ou despertaram curiosidades que não estavam previstas no roteiro.
Com o objetivo de conseguir passar para o papel todas as idéias e pensamentos transmitidos, decidimos não alterar o tom de conversa pelo qual se deram as entrevistas.

1a entrevista

Nome: Cristiana de Barcellos Passinato
Idade: 32 anos
Sexo: Feminino
Religião: Católica
Profissão: Professora (formada pela UERJ, com habilitação em ensino de Ciências – disciplina ministrada pelo Instituto de Biologia), Técnica (ETFQ-RJ – Maracanã – Curso de Química – especial) e bacharelanda em química (Faculdades Souza Marques), ambientalista voluntária, líder de voluntariado, ledora do Instituto Benjamin Constant (matemática, nível fundamental; química, oitava série e nível médio), escritora e poetisa semi-profissional, ativista na internet e editora do Caderno R (http://www.cadernor.com.br) complemento do Jornal O Rebate on line (http://www.jornalorebate.com) .

1- Na sua opinião, como se deu a origem do homem na Terra? Como foi, para
você, que chegamos ao estágio atual?
Bem, existem duas tendências: uma baseada somente na crença que é a criacionista, adotada metaforicamente pelo Cristianismo na Bíblia; e a evolução das espécies vindas de macacos e quase homens primatas. Vi a Guerra do Fogo, um filme francês, se não me engano, que aborda justamente uma dessas teses.
Acredito que estejamos mais perto dela do que a da metafórica, mesmo católica que sou, do que a criacionista, de que fomos criados em sete dias e que Adão de uma costela fez com que Deus criasse Eva. Na minha opinião, essa teoria é muito lendária para meu conhecimento científico que não se fere nem um pouco de vir a pensar na possibilidade de ter vindo do macaco. Afinal, por que não?

2 - Em que você se baseou para ter essa visão? Que tipo de influência?
Fui criada em uma família rigidamente católica, porém sou cética em alguns pontos. Ainda por cima, minha formação foi toda a base de questionamentos e meu temperamento já é questionador por natureza. Isso além do fato de eu ser química e ler muito, discutir e ter uma formação e amizades no meio acadêmico de químicos que gostam de discutir filosofia, formação do Universo.
Lemos na Universidade muitos livros, na área de licenciatura, pelo menos na UERJ que discutem, a exemplo do modismo agora dos livros, palestras e entrevistas, além de um quadro no Fantástico, o Marcelo Gleiser foi estudado, quer dizer, lemos títulos como “A Dança do Universo”, via constantemente Globo Ciência, em que tinham quadros dele e uma série com comentários para adolescentes, no Canal Futura, dirigida pela revista Ciência Hoje. Com tudo isso, acabo tendendo para o lado de modelos e teorias que são mais científicas do que místicas ou religiosas.

3- Qual a sua opinião sobre as concepções religiosas da origem do homem,
isto é, as concepções sobrenaturais sobre como surgimos?
Acredito que sejam metafóricas, como disse. A linguagem da época em que foi escrita a Bíblia, em que foram presenciados fatos, épocas em que não existia ainda a escrita em que as histórias eram repassadas boca a boca e de geração para geração. Época em que além da linguagem, vocabulário, língua, etc. diferentes (o que causa interpretações e traduções conveniente a cada povo, religião e tudo mais), há a cada repasse a colocação de um ponto de vista diferente. Vide no novo testamento existirem evangelhos sob o olhar de vários discípulos e santos, e por aí vai, ou seja: “quem conta um conto, aumenta um ponto”.

4- A Ciência ainda não explicou tudo e novas teorias podem surgir com o
tempo e os avanços científicos, ou então velhas teorias podem ser reformuladas.
Para você, o que é fundamental para o entendimento da nossa origem e que
a Ciência ainda não explicou? Você acha que há falhas nas visões da origem
e da evolução humana? Quais seriam essas falhas?
Bem, como já foi abordado nas próprias provocações e problematizações da questão acima, tratam-se de teorias, linhas de estudos, bem como, por exemplo, vários modelos do átomo, que se evoluiu caindo um modelo atrás do outro com o aperfeiçoamento dos estudos de cada um dos atomistas (no caso dos evolucionistas, até hoje buscando falhas e investigando), acho normal que ao virem a ocasionalmente ou não acharem suas teses, apresentarem à comunidade científica, por ela discuti-las e assim a disseminarem e credibilizarem. A ciência só é ciência quando se pode fazê-la evoluir algum conceito, modelo, teoria, e quando ela é disseminada, não só para comunidade especificamente científica, mas para a comunidade leiga como um todo, em geral. O que ocorre é que a pior falta de evolução está dentro da própria ciência que está reservada e resumidamente constituída por vaidosos que disputam o tempo inteiro, números de publicações e pós-graduações, meritocraticamente encrementando seus currículos e títulos. Esse é o pior estacionamento da evolução da ciência em volta dos estudos de não só esse assunto, mas todo assunto dentro dela criado e desenvolvido. Uma pena, com tantos potenciais mundiais e até nacionais. Mas é assim, desde que o mundo é mundo, se não fosse a ambição, não se teria evoluído também até onde estamos, de alguma forma, em algum grau. Essa ambição é saudável, mas não como estamos a vendo pelo meio acadêmico afora.

5 - Como você acha que, hoje em dia, se dá a relação do homem com a natureza?
É uma relação justa? O homem explora demais? Ou ele pega apenas o necessário?
É uma relação perigosa de alguma forma?
É distante, exploratória e injusta. É por isso que ela hoje está a responder ao que muito provocamos. Geramos um impacto que o nosso Meio Ambiente não consegue responder pela explosão demográfica e avanços urbano-industriais. Mas o pior disso tudo é que a Natureza tem como responder a isso, e daí começam a ter cataclismos, furacões, desastres ecológicos e ambientais, pela irresponsabilidade irrestrita da ambição do homem em explorar sem se preocupar com sua posteridade, ou o futuro do Planeta. Questões como a falta de água, efeito estufa, achatamento (e até o buraco mesmo) da camada de ozônio, e as prevenções e ações como assinatura do Protocolo de Kyoto, em que se fazem alguns acordos diplomáticos e ONGs atuam em educação ambiental, hoje ainda são tardias, pois os problemas são muito antigos, e só foram começar a perceber, quando nosso planeta não conseguia mais por si só em seus ciclos poder repor seus recursos pelo homem explorados. O perigo dessa relação é num futuro, hoje mais próximo do que ontem, alguns fatos ocorrerem, tal como a falta de água, sua escassez quase que completa.

6 - Se você acha que o homem explora demais, se ele pega mais do que o necessário, o que pode ser feito para reverter a situação? Ainda é tempo de mudar as coisas?
Não sei se ainda há tempo, mas é tempo de consciência e mudança, URGENTE, para que a situação não piore mais do que hoje já está. Ou seja, há de se fazer algo. E as únicas formas com que eu acho que devemos transpassar as várias correntes das diversas maneiras de mobilizar o homem para atentar para essa questão é a educação e a informação.
Existe muito marketing em torno de ONGs e empresas que se dedicam ao terceiro setor, desenvolvimento sustentável e responsabilidade sócio-ambiental, porém se forçarmos a barra pressionando as classes predominantemente detentoras dos recursos que pouco se conseguem captar para projetos verdadeiros dentro desse tema, poderemos realmente conseguir dar passos mais largos dos que hoje estamos dando.

7 - Você acha que toda a questão da relação homem/natureza atualmente ultrapassa o âmbito puramente ecológico, científico, virando uma questão moral e cultural?
Moral e cultural, não só, mas sócio-ambiental, econômico-político, esse tipo de questão envolve muito mais castas e áreas do que podemos imaginar. Ética, cidadania, educação, artes, cinema, teatro, tv, empresas, governo, todos esses setores têm obrigação moral – aí, sim – de se envolverem para formar opinião, debater, abalar sistemas cristalizados para retomar e desatolar o mundo do que estamos caminhando se seguirmos dessa maneira que ainda, mesmo com todas as melhoras, estamos seguindo a explorar, maltratar, poluir.

8 - Você acha que hoje o papel do homem para/com a natureza, a nível individual, é suficiente? Você acha que adianta cada um fazer a sua pequena parte, mesmo em um mundo em que vivemos ouvindo discursos do tipo “ninguém faz mesmo, não faz sentido fazer também”, em que falta entusiasmo e vontade?
Não só fazer seu dever de casa, sua própria parte, tal como também vir a disseminar e ser agente proliferador de tais ideais, de suas ações. Fazer mesmo pelo outro, começar do nada e de coisa nenhuma para poder agitar sua casa, seu bairro, sua comunidade, partindo como eu que com um amigo, estou debatendo sempre, e por isso ele veio com a maior naturalidade pedir a mim esse tipo de entrevista que muito me honrou e ainda me deixo à disposição para quaisquer esclarecimentos e explanações.

2a entrevista

Nome: Maria Siqueira
Idade: 62 anos
Sexo: Feminino
Religião: Católica
Profissão: Funcionária de Hotel (passadeira)

1- Na sua opinião, como se deu a origem do homem na Terra?
Deus é o nosso criador. Deus criou o mundo em seis dias. Na Bíblia diz: “Porque em seis dias fez o Senhor o céu e a terra, o mar e tudo o que neles há, e ao sétimo dia descansou; por isso o Senhor abençoou o dia do sábado, e o santificou”. Êxodo 20:11
Deus fez Adão do barro, depois botou ele para dormir um sono muito pesado e tirou uma das costelas dele, aí dessa costela ele fez a Eva. E foi daí que começou tudo.

2- O que você teve como base para acreditar em tal teoria? Quais influências?
Eu aprendi na Bíblia, na Igreja.

3- Se um membro da Igreja que você freqüenta apresentasse uma nova teoria para a origem do homem, você mudaria sua opinião também?
Mas isso aí não é teoria não. A Bíblia diz, e isso é o que aconteceu mesmo, não é inventado não. Deus criou o mundo com a sua palavra mesmo. No Salmo 33:6, 9 diz “Pela palavra do Senhor foram feitos os céus, e todo o exército deles pelo sopro da sua boca. Ele ajunta as águas do mar como num montão; põe em tesouros os abismos. Tema ao Senhor a terra toda; temam-no todos os moradores do mundo. Pois ele falou, e tudo se fez; ele mandou, e logo tudo apareceu.”

4- O que você acha das teorias que explicam a origem de forma científica?
Eu não acredito que a gente nasceu de outra forma. Me ensinaram assim.

5- Na sua opinião, como você acha que é, hoje em dia, a relação entre o homem e a natureza? Justa? É uma troca? O homem explora demais ou pega apenas o necessário?
O homem explora demais. Deus fez tudo na medida certa pra gente, não é pra explorar as árvores nem os bichos como as pessoas fazem só para poder ganhar dinheiro. Deus dá para cada um o que ele merece, se ele não tem é porque ele não merece, não adianta explorar.

6- O que pode ser feito para reverter a situação? Você acha que ainda é tempo de modificar o atual contexto?
Eu acho que só Deus iluminando a cabeça dessas pessoas que exploram que a situação iria mudar. Isso só prejudica a gente. Temos que rezar muito por essa gente.

7- E você acha que essa questão ultrapassa a questão puramente ecológica, tornando-se uma questão moral e cultural?
Eu acho que é de educação também. As pessoas têm que aprender em casa a respeitar o que é dos outros, o que é de todo mundo. Se não aprender em casa, tem que aprender na Igreja, ou então na escola. Mas na escola nem todo mundo vai, e na Igreja qualquer um pode ir.

8- Você acha que hoje o papel do homem para/com a natureza, a nível individual, é suficiente? Acha que adianta cada um fazer a sua pequena parte, mesmo em um mundo em que vive-se ouvindo discursos do tipo “ninguém faz mesmo, não faz sentido fazer também”, mundo em que falta entusiasmo e vontade?
Eu acho que as pessoas deviam respeitar mais umas às outras, e deviam respeitar Deus e tudo o que ele fez para nós. Se cada um seguir os ensinamentos Dele e fizer sua parte, eu acho que as coisas podem melhorar.

3a entrevista

Nome: Agenor Gomes
Idade: 19 anos
Sexo: masculino
Religião: Católica
Profissão: estudante do 3o ano

1- Na sua opinião, como se deu a origem do homem na Terra?
Acredito na Teoria de Darwin.

2- O que você teve como base para acreditar em tal teoria? Quais influências?
Minha formação familiar e, secundariamente, a escolar.

3- A ciência encontra-se repleta de falhas, já que ainda há muitos mistérios a serem desvendados, e por isso ainda não pode explicar tudo. Qual a maior falha que você encontra na teoria em que acredita, o que ainda precisa de explicação?
Sinceramente, não conheço a fundo a teoria de Darwin para poder criticá-la. Seja porque nunca li uma obra completa sobre o tema, seja porque não sou profissional da área biológica. Presumo que ela seja bem mais completa do que o evolucionismo que nos ensinam na escola e que deve partir de algumas premissas falsas tidas como verdade pela ciência da época. O que não tem explicação ao meu ver é como se saiu do nada para alguma coisa que evoluiu, e é isso que me faz crer em algo maior (que você pode chamar de Deus).

4- Sendo católico, o que você acha das teorias que explicam a origem do homem de forma sobrenatural, como Adão e Eva, por exemplo?
Não vejo Adão e Eva como nada sobrenatural. Trata-se apenas de uso do sentido figurado que por vezes é mal interpretado. A própria igreja lê dessa forma, mas parece que para o acesso mais fácil às pessoas menos esclarecidas, por vezes a interpretação literal é aceita como correta. Isso porque acreditar em Adão e Eva é de mais fácil compreensão do que compreender e acreditar naquilo que o sentido figurado quer dizer.

5- E o que significa então Adão e Eva nesse sentido figurado?
A história é tão rica que eu nem me lembro os detalhes. É uma simbologia acerca das escolhas que o homem faz ao longo de sua evolução em comparação com os Dogmas religiosos. Sequer trata somente da origem do homem. É bem mais abrangente que isso. O que a igreja quer dizer é o seguinte: em um momento tudo tem que ter começado. Do nada surgiu algo, que evoluiu e evolui até hoje, e alguém tem que ter criado esse primeiro elemento que evoluiu. Daí em diante todo o resto acerca da criação é sentido figurado. Ou você acha que o papa, pessoa esclarecida que é, acredita que Deus fez a mulher de uma costela?

6- Na sua opinião, como você acha que é, hoje em dia, a relação entre o homem e a natureza? Justa? É uma troca? O homem explora demais ou pega apenas o necessário?
A pergunta é bem óbvia. O homem explora demais. Mas não se deve ignorar que hoje, os movimentos de utilização racional dos recursos naturais está crescendo muito, mas ainda é um movimento muito tímido para ser considerado satisfatório. O homem é parte da natureza, continente e conteúdo, e tal relação é a razão para essa preocupação, obviamente. Se o homem é parte da natureza, vai acabar se preocupando uma hora com ela. Só não temos como saber se a preocupação vai chegar a tempo.

7- O que pode ser feito para reverter a situação? Você acha que ainda é tempo de modificar o atual contexto?
Qualquer tentativa de recuperação passa pela integração mundial acerca do tema. De quase nada adiantará qualquer iniciativa se as grandes nações poluidoras não mudarem de postura. Os organismos internacionais precisam agir, mas não tem qualquer mecanismo em suas mãos para coagir os destinatários das normas a cumpri-las. Enquanto essa situação permanecer, nada se alterará, basta lembrar que os EUA se recusam a assinar qualquer tratado internacional que o obrigue a reduzir a poluição. Acho que tem que haver uma ação internacional, precisa-se criar organismos para fiscalizar com poder de impor penas para aqueles que não cumprirem o tratado, e acho que é impossível saber quais os danos já são irreversíveis. Isso só com o tempo.

8- E você acha que essa questão ultrapassa a questão puramente ecológica, tornando-se uma questão moral e cultural?
Acho que o problema tem vários aspectos. Avaliando as conseqüências que ele acarreta e pode acarretar, é um problema somente ecológico. É uma questão de saúde e sobrevivência. Mas a solução do problema passa necessariamente por questões culturais. Melhor dizendo, a solução tem que levar em conta aspectos culturais para que seja aceita por aqueles que têm que cumprir a norma, mas o problema em si é só ecológico mesmo. Pensando melhor, acho que o problema é cultural também, porque envolve o esgotamento de vários recursos que muitas vezes são indispensáveis às culturas de determinadas regiões, basta lembrar que a vaca é sagrada na Índia.

9- Você acha que hoje o papel do homem para/com a natureza, a nível individual, é suficiente? Acha que adianta cada um fazer a sua pequena parte, mesmo em um mundo em que vive-se ouvindo discursos do tipo “ninguém faz mesmo, não faz sentido fazer também”, mundo em que falta entusiasmo e vontade?
Não estou desprezando a força individual, mas acho que é um engano imaginar que a coleta seletiva feita em nossas casas resolve o problema do lixo, por exemplo. Os grandes poluidores são os responsáveis pela degradação. Mas acho que falta entusiasmo sim, não só para fazer a sua parte, o que obviamente é necessário, mas, sobretudo, para cobrar atitudes governamentais e prestigiar iniciativas das grandes organizações no sentido de não poluir e degradar o meio ambiente. O entusiasmo tem que ser mais do que preocupar-se em não destruir com suas próprias mãos: temos que incentivar os grandes movimentos de preservação, como por exemplo prestigiando os produtos ecologicamente corretos.


X – BIBLIOGRAFIA E PESQUISA
www.emedix.com.br/doec/ang004_1g_varizes.php
http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/materia/materia_4.html
http://www.ceticismoaberto.com/ciencia/dawkins_evfuture.htm
http://www2.uol.com.br/sciam/conteudo/materia/materia_14.html
http://www.geocities.com/CapeCanaveral/Lab/6969/evol.html

http://scielo.bvs-psi.org.br/scielo.php?script=sci_arttext&pid=S1413-82712004000000012&lng=pt&nrm=iso&tlng=pt

http://www.escolavesper.com.br/evol/evo.htm

http://www.geocities.com/gilson_medufpr/afarensis.html

http://www.revista-temas.com/contacto/NewFiles/Contacto11.html
http://klepsidra.blogspot.com/2005_12_01_klepsidra_archive.html
http://antropologia1.blogspot.com/2005_01_01_antropologia1_archive.html

http://www.max.org.br/biblioteca/Revista/Caninde-03/Valva-DinizFilho.pdf

http://www.fpce.uc.pt/nucleos/niips/i_pub/val_pub/corpo.htm

http://www.genismo.com/memeticatexto20.htm
http://nautilus.fis.uc.pt/mocho/local//local/unfinished/antropologia/textos/origem_e_evolucao_da_linguagem.html
http://www.assis.unesp.br/~egalhard/humanev3.htm#TamCer
“Fundamentos da Biologia Moderna”, de José Mariano Amabis e Gilberto Rodrigues Martho, Ed. Moderna
“Biologia César e Sezar – Volume Único”, de César Da Silva Júnior e Sezar Sasson, Ed. Saraiva
“Biologia Hoje - Volume 3”, de Sergio Linhares e Fernando Gewandsznajder, Ed. Ática

Thursday, October 26, 2006

10 AÇÕES PARA VC AJUDAR A SALVAR A TERRA

Contribuíção da Brita

(Nossos desejos são infindáveis, mas todos provém da natureza q é findável):

1) NÃO COMA CARNE VERMELHA - Além de 40% da queimada ser para por o gado, o bife de sua mesa também está exterminando as onças, q são covardemente acuadas por comer bois q invadem onde elas vivem. O carvão do churrasco é a mata do cerrado (Norte de Minas e Bahia). E além do mais, seu cardiologista vai amar esta idéia!
2) NÂO USE SOJA OU DERIVADOS- Óleo, molho, carne etc...Outros 40% são para plantar soja. O Macdonald´s da Europa é o maior comprador nosso, para fazer ração para seus animais confinados. Daí vem os burgers para milhões no mundo.
3) NÃO USE COURO - Não há necessidade de matar gado e queimar fauna e flora para se vestir. Sapatos, bolsas, cintos, casacos etc. Há sempre uma alternativa menos dolorida e poluidora. Agradeça à vaca pelo seu leite e derivados, não seja ingrato!
4) NÂO USE OURO - Coisa mais cafona e inconsequente! Sua extração é criminosa na poluição de rios, extermínios de peixes e garimpos levam ao submundo de crimes, invasões à terras indígenas, prostituição e alcolismo. Se vc já tiver tudo bem, mas não compre mais. Use a lógica.
5) NÃO USE MÓVEIS DE MADEIRA maciça. Nem use madeira no piso.
6) NÂO BEBA COCA-COLA - Pelo pet e pelo seu interior. Em caso de emergência use guaraná, pelo menos a fruta existe.
7) NÂO COMPRE RELÓGIO DE PULSO - Olhe pro lado, e verá a hora. Nunca tive e sou pontual. A mesma coisa: se já tiver tudo bem, mas nao compre outros mais na moda. Bobagem.
8) EMBRULHE MENOS - Perceba que a maioria dos embrulhos são desnecessários. Quando fizer compras diga "não obrigado" e coloque na bolsa ou bolso. Com bom senso, evidente.
9) NÂO ACEITE OU DÊ PRESENTES DE NATAL - Este comércio movimenta inúmeras indústrias e suas consequências são extremamente poluidoras aceleram. As propagandas estão prontas para te atacar. Seja forte, resista! Sendo o aniversário de Cristo ele gostaria muito mais q vc promovesse ceias, preces e desse mais amor à sua volta. As crianças devem ser reeducadas e saber q estão ajudando a preservar o planeta para eles. Deveria ser uma festa espiritual e não inconsequente e frustrante para muitos, como é.
10) COMPRE MENOS E SEJA MAIS FELIZ! Abra seu armário e doe o que vc não tem usado e vai ficar lá parado, te esperando. Compre menos e doe mais! Busque uma felicidade mais invisível, mais abstrata, intocável, aí dentro de você! Tem q ralar, bem sei, mas vale a pena!

Brita Monteiro

Consumo excessivo


Moscatelli, eu também estou "confuso e com medo". Confesso-te que mais com medo do que confuso, pois é até compreensível o que estamos fazendo com a Terra, assando-a em fogo brando, já que temos 1 bilhão e seiscentos milhões de fumantes que assam a si próprios (o tabagismo causa a morte de um fumante de cada dois) há mais de 500 anos, e que ainda viram bicho se tentarem dizer que isto pode não acabar bem. Além disto, a segunda causa de morte violenta na humanidade é o suicídio, o que certamente tem ligação com o que estamos a fazer com o planeta, mesmo que ainda não tenham estabelecido o elo concretamente.
Vou ver as suas fotos na 'no mangue' (http://www.biologo.com.br) e ler a matéria da Veja que recomendas. Sugiro que v. passe os olhos na Scientific American Brasil (ano 5- no. 53, outubro, 2006), na matéria 'Como consertar o Clima'. Mando em anexo a foto que a ilustra, que é de uma clareza lapidar (com duplo sentido, por favor).
Sds. Alexandre Milagres.
P.S. Faço minhas (nossas) as palavras do André Trigueiro na apresentação de seu livro 'Mundo Sustentável _ abrindo espaço na mídia para um planeta em transformação': "...em nenhum outro momento da história a necessidade da mudança foi tão urgente".

----- Mensagem original ----
De: Mario moscatelli
Para: Alexandre Milagres
Enviadas: Terça-feira, 24 de Outubro de 2006 11:14:26
Assunto: Re: Consumo excessivo

Alexandre
Antes que vc me enviasse a mensagem eu já havia lido a mesma e confesso que me bateu um puta desânimo, do tipo"fudeu"!
Agora, quer ficar mais deprimido, então leia a entrevista da Veja desta semana. O que parece é que as gerações anteriores que fizeram a merda e que já estão com o pé na cova, resumem a situação no seguinte esquema;" Fizemos e vcs continuam fazendo merda com o planeta e vcs estão fodidos mesmo!"
Se tiver dúvidas olhe as fotos que tenho feito aqui de nossa cidade pelo site biologo.com, coluna boca do mangue.
A situação não está boa não e talvez essa aparente calmaria seja o prenúncio do que mais tememos.
Vai ver que é loucura nossa e tudo vai acabar bem! Será?
Confesso que estou confuso e com medo principalmente por causa de minhas duas filhas pequenas.
Moscatelli
----- Original Message -----
Sent: Tuesday, October 24, 2006 11:59 AM
Subject: Consumo excessivo

  • Consumo excede em 25% recursos do planeta _ Degradação da biodiversidade é tanta que serão necessárias duas Terras para suprir demanda até 2050, Jornal O Globo, 24/out/06

O homem está consumindo 25% mais recursos naturais a cada ano do que o planeta é capaz de repor. Levando-se em conta o crescimento populacional, a evolução tecnológica e o desenvolvimento econômico, até 2050 a Humanidade estará consumindo mais do que o dobro da capacidade da Terra. Segundo o relatório "Planeta VIvo 2006" do Fundo Mundial para a Natureza (WWF). seriam necessários dois planetas para suprir tal demanda. Tal consumo insustentável está levando a um declínio considerável das populações de espécies animais. "Essa tendência global sugere que estamos deteriorando os ecossistemas naturais a um ritmo nunca visto na História da Humanidade", diz o relatório. Em 33 anos (1970 e 2003), as populações de animais terrestres e aquáticos sofreram uma redução de aproximadamente 30%. As emissões de CO2, que tanto contribuem para o aquecimento global, aumentaram mais de 10 vezes entre 1961 e 2003.

(vide mais no capítulo 29, "Cuidem do equilíbrio ecológico do planeta, antes que o desequilíbrio ecológico cuide de vocês")


Fumar pra quê, meninas e meninos?
http://www.cigarro.med.br

CAT - Centro de Apoio ao Tabagista
Tratamento de fumantes e orientação de adolescentes
Projetos para empresas e escolas
Rua Djalma Ulrich 163 s/ 602 Copacabana, Rio de Janeiro
centrodeapoioaotabagista@gmail.com

Banido o Tabagismo do GP de Fórmula 1 brasileiro

No Grande Prêmio do Brasil de Fórmula 1 de 2006, a melhor notícia do ano: pela 1a. vez no país, não houve propaganda do fumo no circo.

fotos Kerin Okten/efe e Vanderlei Almeida/afp

Na despedida de Schumacher, nada da marca Marlboro em seu uniforme ou no do vencedor Felipe Massa. Uma vitória do movimento brasileiro contra o tabagismo. (www.cigarro.med.br)

Abs. Alexandre Milagres.

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Thursday, October 19, 2006

Conversa com donos de quiosque no Leblon

Alguns já sabem que dou aulas nos sábados pela tarde no Vetor Pré Vestibular comunitário, no Leblon.
Salto às vezes antes para dar uma olhada na paisagem da praia, t0mar uma água de côco e tudo mais.
Dessa vez, saltei na frente do Hotel Marina, onde até encontrei um dos seguranças do tal dito dia da limpeza que não nos mandaram ainda os resultados.
Antes de atravessar a rua, fui a um quiosque tomar uma água de côco.
Foi quando perguntei se havia alguma lata de lixo ali. Mostraram-me uma na frente, tendo que atravessar a rua pra poder jogar algo no lixo.
E segundo o dono do quisque onde comprei o côco, a comlurb ainda recolhei latas de lixo perto de seus quiosques.
Esquesito, não?

Monday, October 16, 2006

Cidades Solares




Desenvolvimento, Meio Ambiente e Paz



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