Wednesday, November 01, 2006

Governo recusa estudo sobre energia nuclear em Portugal

Notícias nesta mensagem:

- Portugal reduz para 15% participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa
- Governo recusa estudo sobre energia nuclear em Portugal
- Electricidade cara é factor travão da competitividade
- Nuclear vai avançando na UE

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Portugal reduz para 15% participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa
Diário Económico
http://www.de.iol.pt/edicion/diarioeconomico/nacional/economia/pt/desarrollo/703000.html

Portugal vai reduzir para 15% de 82% a sua participação na Hidroeléctrica de Cahora Bassa, anunciou Fernando Teixeira dos Santos, ministro das Finanças.

O Governo celebrou em Novembro do ano passado um pré-acordo com o executivo moçambicano para transferir para Moçambique o controlo de Cahora Bassa por 950 milhões de dólares, reduzindo substancialmente a sua posição no empreendimento.

O contrato definitivo entre Portugal e Moçambique será assinado no dia 31 de Outubro, durante uma visita que o primeiro ministro José Sócrates efectuará áquele país africano.

Teixeira dos Santos revelou, no briefing do Conselho de Ministros, que esta receita não terá consequências ao nível do défice uma vez que é considerada uma privatização, tendo efeitos ao nível da redução da dívida, embora com maior impacto em 2007.

"Portugal receberá 950 milhões de dólares desta transacção e ficará detentor de 15% do capital do empreendimento Cahora Bassa", disse Teixeira dos Santos.

"Os 950 milhões de dólares, que são contabilizados como receitas de privatização, permitirão reduzir a dívida de Portugal em idêntico montante", acrescentou.

Portugal comprometeu-se com Moçambique a alienar cinco por cento da sua posição de 15% a uma entidade a indicar, posteriormente, pelo governo moçambicano.

"O Estado português quer continuar a ter uma posição neste empreendimento no contexto de outros projectos deste mesmo sector e noutros com o Estado moçambicano", concluiu Teixeira dos Santos.

O empreendimento hidroeléctrico inclui uma barragem no rio Zambezi, fornecedor de electricidade para aquela zona da África Austral.

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Governo recusa estudo sobre energia nuclear em Portugal
Diário Económico
Por: Rita Tavares e Susana Represas
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/702805.html

Ambiente e economia defendem que o debate deve decorrer sem o seu patrocínio. Executivo diz que a questão não é prioridade.

A Associação Industrial Portuguesa (AIP) desafiou ontem o Executivo a proceder a um "estudo" sobre a produção de energia nuclear em Portugal. Mas no Governo nada está a ser feito neste sentido, garantiram ao DE os ministérios da Economia e do Ambiente. O gabinete de Manuel Pinho diz mesmo que neste momento, "qualquer impulso é extemporâneo".
A produção de electricidade através da energia nuclear em território nacional está entre as recomendações do Relatório da Competitividade de 2006, ontem divulgado pela AIP. Assim, a associação quer "um amplo debate nacional" que prepare caminho para uma eventual decisão. Uma tarefa que o Executivo diz não ser da sua competência. Fonte do Governo diz mesmo ao DE que "não é ao Executivo que compete promover o debate. O Governo admite sim participar".

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Electricidade cara é factor travão da competitividade
Diário Económico
Por: Catarina Beato
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/702802.html

As tarifas para os industriais aumentaram 14% no último ano.

O crescente preço da electricidade para os consumidores industriais é um dos principais obstáculos à competitividade portuguesa. Esta é uma das 16 conclusões do relatório anual da competitividade, da Associação Industrial Portuguesa (AIP).
No caso da electricidade para os industriais, Portugal era, segundo dados de Janeiro, o quinto país da União Europeia (UE) com preços mais elevados. "Face a 2005, o nível de preço em Portugal registou um aumento nominal de 14%, semelhante ao registado na Alemanha, mas superior aos aumentos verificados nos seus outros principais parceiros económicos", explicou o presidente da AIP, Jorge Rocha de Matos.

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Nuclear vai avançando na UE
Diário Económico
Por: Luís Rego, em Bruxelas
http://diarioeconomico.sapo.pt/edicion/diarioeconomico/edicion_impresa/politica/pt/desarrollo/702800.html

Bruxelas pediu em Abril o lançamento de um debate "sem tabus, bem informado e objectivo" sobre o nuclear, que existe em 13 estados da UE.

A crescente pressão energética está a ressuscitar o velho fantasma do nuclear na agenda europeia. A necessidade de acelerar a reconversão energética para cumprir os objectivos do milénio, a desconfiança face à fiabilidade da Rússia - que abastece 25% das necessidades da UE - no quadro de uma dependência crescente do gás russo e no aumento dos preços de petróleo, têm contribuído para mudar a opinião de antigos fundamentalistas anti-nuclear.

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